Início

/

Notícias

/

Brasil

/

8/1: Condenado pelo pode voltar à prisão na Argentina após deixar endereço autorizado

8/1: Condenado pelo pode voltar à prisão na Argentina após deixar endereço autorizado

Justiça argentina ainda não aprovou mudança de residência de Wellington Firmino, que cumpre prisão domiciliar enquanto aguarda decisão sobre extradição

Por: Redação

09/06/2026 às 14:35

Imagem de 8/1: Condenado pelo pode voltar à prisão na Argentina após deixar endereço autorizado

Foto: Divulgação

O motociclista Wellington Firmino, condenado a 17 anos de prisão no Brasil pelos atos de 8 de janeiro de 2023, enfrenta o risco de retornar ao sistema prisional argentino após deixar o imóvel onde cumpria prisão domiciliar em Buenos Aires.

A mudança ocorreu após a proprietária do apartamento solicitar a desocupação do imóvel. O problema é que o novo endereço ainda não foi autorizado pela Justiça argentina, condição exigida para a manutenção do benefício da prisão domiciliar.

Firmino cumpre pena em regime domiciliar enquanto aguarda a decisão definitiva das autoridades argentinas sobre um pedido de extradição formulado pelo Brasil. Nesta terça-feira (9), policiais argentinos estiveram no novo endereço para verificar a situação após o monitoramento eletrônico registrar a alteração de local.

Segundo o próprio condenado, os agentes informaram que a mudança sem autorização judicial poderá ser analisada pelo magistrado responsável pelo caso, que decidirá se haverá revogação da prisão domiciliar.

Caso isso ocorra, Wellington poderá ser transferido novamente para o Complexo Penitenciário de Ezeiza, na região metropolitana de Buenos Aires, onde permaneceu preso por aproximadamente 13 meses.

O brasileiro vivia em um apartamento de cerca de 50 metros quadrados sob supervisão judicial. No entanto, a saída do tutor responsável por acompanhá-lo tornou inviável a permanência no imóvel devido ao alto custo do aluguel, estimado em cerca de R$ 4,6 mil mensais.

Diante da situação, Firmino alugou outra residência em Buenos Aires por um valor significativamente menor. Apesar disso, o setor de monitoramento da Justiça argentina informou que a alteração de endereço não havia sido autorizada.

A situação se tornou mais delicada após uma decisão do juiz federal Daniel Rafecas, que já havia negado anteriormente um pedido de mudança de residência. Na ocasião, o magistrado destacou que um dos endereços apresentados pela defesa ficava próximo à fronteira com Brasil e Paraguai, o que, segundo ele, aumentaria o risco de fuga.

Na decisão, Rafecas afirmou que a prisão domiciliar foi concedida para um endereço específico previamente analisado pelas autoridades e não representava uma autorização genérica para mudanças posteriores sem aprovação judicial.

O juiz também mencionou o histórico do caso ao justificar sua posição. Segundo ele, a fuga do Brasil após a condenação, a permanência na Argentina e os pedidos apresentados pela defesa reforçam a necessidade de cautela quanto ao risco de evasão.

Wellington Firmino deixou o Brasil em 2024 após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, fugiu para o Paraguai e posteriormente seguiu para a Argentina.

Meses depois, foi preso pelas autoridades argentinas durante uma operação voltada à captura de brasileiros condenados pelos atos de 8 de janeiro que haviam deixado o país. Desde dezembro de 2025, ele cumpre prisão domiciliar por decisão da Justiça argentina.

Agora, o futuro da medida dependerá da avaliação do juiz responsável pelo caso, que deverá decidir se a mudança de endereço configura descumprimento das condições impostas para a permanência em prisão domiciliar.

Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil

Entre em contato conosco pelo whatsappp

logo

Site dedicado a informar com agilidade e responsabilidade, trazendo os principais acontecimentos locais, regionais e nacionais.

Siga

Rede Comunica Brasil © Copyright 2025

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.