CEO da AtlasIntel reage após TSE suspender pesquisa sobre Flávio Bolsonaro
Andrei Roman defende metodologia do instituto e afirma que empresa sairá fortalecida da controvérsia envolvendo levantamento eleitoral
Por: Redação
09/06/2026 às 08:10

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, reagiu à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu a divulgação de uma pesquisa eleitoral sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em publicação nas redes sociais, o executivo defendeu a credibilidade do instituto e afirmou que a empresa continuará se fortalecendo apesar da medida judicial.
A suspensão foi determinada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, após pedido apresentado pelo Partido Liberal (PL). A legenda questionou a metodologia utilizada no levantamento divulgado em 19 de maio, que apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro em um cenário de disputa presidencial.
Ao comentar a decisão, Roman afirmou que a AtlasIntel já enfrentou críticas de diferentes correntes políticas ao longo dos últimos anos em razão de pesquisas cujos resultados contrariaram expectativas de grupos específicos.
“Quando mostramos Bolsonaro e Trump fortes em 2022, fomos atacados pela esquerda. Quando antecipamos a derrota de Orban na Hungria, fomos atacados pela direita. A reputação se constrói lentamente, a partir de um trabalho árduo”, escreveu o executivo.
Roman também declarou que a empresa construiu uma trajetória de alcance internacional e sustentou que episódios semelhantes acabaram fortalecendo a imagem do instituto.
A decisão de Kassio Nunes Marques teve como base questionamentos sobre a estrutura do questionário aplicado aos entrevistados. Segundo o ministro, existem indícios de que a metodologia adotada possa ter influenciado as respostas coletadas.
Na decisão, o magistrado destacou que a controvérsia ultrapassa uma simples divergência técnica e envolve a possibilidade de utilização do questionário como mecanismo de indução dos entrevistados, especialmente pela sequência das perguntas e pela presença de expressões com carga negativa.
O levantamento foi divulgado após a repercussão de conversas entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em sua análise preliminar, Kassio Nunes Marques apontou que a pesquisa apresentou características incomuns em comparação com outros levantamentos registrados pela própria AtlasIntel no TSE. Entre os fatores observados pelo ministro estão a utilização de áudios e a formulação de perguntas consideradas atípicas em relação a pesquisas anteriores.
O presidente do tribunal ressaltou que a suspensão tem caráter cautelar e não representa uma conclusão definitiva sobre a validade da pesquisa. O mérito da questão ainda deverá ser analisado pelo plenário da Corte Eleitoral.
Enquanto a discussão segue na Justiça, a AtlasIntel mantém a defesa de sua metodologia e afirma que continuará atuando normalmente no mercado de pesquisas eleitorais.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




