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Delegada da PF é afastada sob suspeita de repassar informações sigilosas a grupo ligado a Daniel Vorcaro
Delegada da PF é afastada sob suspeita de repassar informações sigilosas a grupo ligado a Daniel Vorcaro
Investigação aponta que policial teria acessado inquérito sem autorização e compartilhado dados com integrantes da operação investigada
Por: Redação
14/05/2026 às 10:58

Foto: Reprodução
A delegada da Polícia Federal afastada por suspeita de atuar ilegalmente em favor da família do banqueiro Daniel Vorcaro é Valéria Vieira Pereira da Silva. A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da sexta fase da Operação Compliance Zero.
Além do afastamento preventivo da função pública, Mendonça determinou a proibição de saída do país e a apreensão do passaporte da delegada no prazo de 24 horas.
Segundo a investigação da PF, Valéria teria exercido papel relevante no fornecimento de informações sigilosas ao grupo investigado conhecido como “A Turma”, apontado pelos investigadores como estrutura que atuava em defesa dos interesses de Daniel Vorcaro.
A Polícia Federal também investiga o marido da delegada, Francisco José Pereira da Silva. Ele e Valéria são descritos pelos investigadores como uma espécie de “espiões” ligados ao banqueiro.
De acordo com a apuração, Valéria teria acessado, sem justificativa funcional, um inquérito conduzido pela Superintendência Regional da PF em São Paulo, apesar de estar lotada em Minas Gerais desde 2006 e não possuir atribuição formal relacionada ao procedimento investigativo.
Segundo a corporação, após acessar o inquérito, a delegada teria repassado informações ao policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, apontado como integrante do grupo ligado à família Vorcaro.
A PF afirma que os dados compartilhados permitiam identificar o objeto das investigações e pessoas efetivamente monitoradas pela operação.
Os investigadores relatam que não localizaram comunicação direta entre Valéria e Marilson, mas sustentam que Francisco José Pereira da Silva teria atuado como intermediador para dificultar rastreamento da participação da delegada.
A operação apura suspeitas de violação de sigilo funcional, corrupção e organização criminosa relacionadas ao esquema investigado pela Compliance Zero.
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