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“Dinheiro não é a minha ambição”, diz André Mendonça

“Dinheiro não é a minha ambição”, diz André Mendonça

Ministro do STF afirma que a plenitude da vida não está em cargos de destaque e faz reflexão sobre propósito durante palestra em Brasília

Por: Redação

09/06/2026 às 08:41

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Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou que dinheiro, poder político e posições de prestígio não representam a verdadeira realização pessoal. A declaração foi feita durante palestra realizada na Faculdade Presbiteriana Mackenzie, em Brasília.

Ao abordar sua trajetória no serviço público, Mendonça destacou que nunca teve a busca por riqueza como principal objetivo de vida. O ministro ressaltou que, embora tenha alcançado uma das posições mais relevantes da estrutura jurídica brasileira, considera que a realização humana vai além de cargos e reconhecimento institucional.

“É interessante que dinheiro não é a minha ambição, nem dedico minha vida a isso. Mas, no serviço público, Deus me proporcionou ocupar uma posição institucional de relevo. Na área jurídica, a de maior relevo da nossa nação”, afirmou o magistrado durante o evento.

Mendonça observou que muitas pessoas podem acreditar que alcançar uma vaga no Supremo Tribunal Federal representa o ápice da realização pessoal e profissional. No entanto, segundo ele, a experiência demonstra que a plenitude da vida não é encontrada em posições de poder.

Durante a palestra, o ministro afirmou estar convencido de que o propósito da existência humana não está ligado ao poder financeiro, político ou institucional. Para ele, mesmo quem atinge o mais alto grau de reconhecimento em determinada carreira continua buscando outros elementos para alcançar satisfação pessoal.

“Se esse for o seu propósito de vida, eu que alcancei ao menos, no âmbito do poder institucional, o ápice do que se pode alcançar na área jurídica, digo com todas as letras: não é isso que traz realização”, declarou.

O ministro também afirmou acreditar que essa percepção é compartilhada por grande parte de seus colegas de Corte. Em sua avaliação, a busca por propósito e realização ultrapassa conquistas profissionais, independentemente do cargo ocupado.

Ao encerrar a reflexão, Mendonça afirmou que seria frustrante dedicar toda a vida à conquista de uma posição de destaque e descobrir, após alcançá-la, que ela não oferece a plenitude que muitos imaginam encontrar.

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