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Ex-sócio do Banco Master firma acordo em ação de recuperação de ativos

Ex-sócio do Banco Master firma acordo em ação de recuperação de ativos

Maurício Quadrado se compromete a manter bens congelados enquanto avançam negociações sobre recursos questionados pela liquidação da instituição

Por: Redação

09/06/2026 às 16:31

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Foto: Divulgação

O ex-sócio do Banco Master Maurício Quadrado firmou um acordo com o liquidante responsável pela administração da massa da instituição financeira. A medida ocorre no âmbito de uma ação que busca recuperar recursos que teriam sido desviados do banco antes de sua liquidação extrajudicial.

Segundo o liquidante, o Banco Master transferiu cerca de R$ 230 milhões ao Fundo Albali, controlado por Quadrado, em 2024, sem contrapartida identificada. O fundo posteriormente adquiriu o Hotel Fasano Itaim por R$ 330 milhões e parte das cotas teria sido transferida para Daniel Vorcaro, fundador do banco.

Documentos citados no processo apontam negociações envolvendo metade das cotas do fundo. Informações apresentadas pelo Banco Regional de Brasília (BRB) indicariam que esses ativos ainda apareciam vinculados a Quadrado em abril de 2025, situação apontada pelo liquidante como possível indício de confusão patrimonial.

Em março deste ano, a Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de bens do empresário e de familiares por suspeita de participação em operações investigadas. No fim de maio, a defesa solicitou a suspensão do processo por 90 dias para permitir a negociação de um acordo.

De acordo com o liquidante, Quadrado passou a colaborar com os trabalhos de recuperação de ativos e com as investigações em andamento, fornecendo documentos e informações relacionados ao caso. Pelo acordo, ele e seus familiares assumiram o compromisso de não vender, doar ou transferir bens vinculados às apurações.

A defesa do empresário contesta as acusações e afirma que não houve qualquer desvio de recursos em benefício de Quadrado. Em nota, os advogados sustentam que a ausência de irregularidades já teria sido demonstrada durante as negociações conduzidas pelas partes envolvidas.

As investigações também analisam supostas operações de blindagem patrimonial. O liquidante aponta que imóveis teriam sido transferidos a familiares antes da liquidação do banco e questiona o valor de venda de um dos ativos. Paralelamente, a Polícia Federal mantém apurações sobre possíveis crimes financeiros envolvendo o empresário em outras operações.

O acordo é considerado o primeiro movimento formal de cooperação de um ex-sócio do Banco Master desde a liquidação extrajudicial da instituição determinada pelo Banco Central.

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