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Ministério da Saúde não prevê prazo para concluir investigação sobre vacina de dengue
Ministério da Saúde não prevê prazo para concluir investigação sobre vacina de dengue
Governo investiga duas mortes, um caso grave e outros 42 registros após aplicação do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan
Por: Redação
09/06/2026 às 16:54

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O Ministério da Saúde informou que ainda não há prazo para concluir a investigação sobre possíveis efeitos adversos relacionados à vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A apuração ocorre após a suspensão temporária da aplicação do imunizante em todo o país.
Segundo a pasta, a análise seguirá os protocolos de vigilância e farmacovigilância do Sistema Único de Saúde (SUS). O governo afirma que busca agilidade na apuração, mas ressalta que a conclusão dependerá da avaliação técnica dos casos registrados.
Dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) mostram que cerca de 501 mil doses da vacina foram aplicadas entre janeiro e maio deste ano. Desse total, aproximadamente 417 mil foram destinadas a profissionais da atenção primária à saúde. Outras 83 mil doses integraram estratégias ampliadas de vacinação em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Tocantins.
O Ministério da Saúde esclareceu que a suspensão não afeta a vacina contra a dengue atualmente disponibilizada pelo SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A medida envolve exclusivamente o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan.
As investigações analisam duas mortes com suspeita de relação com a vacina, além de um caso que resultou na internação de uma paciente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Outros 42 registros de eventos adversos permanecem sob avaliação das autoridades sanitárias.
De acordo com o ministério, os casos em análise apresentaram sintomas considerados sinais de alerta, como dores abdominais, vômitos persistentes e episódios de sangramento. A pasta afirma que esses registros representam cerca de 0,008% do total de pessoas vacinadas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que os casos mais graves ocorreram entre profissionais da atenção primária à saúde e não foram registrados nos municípios que participavam das estratégias ampliadas de vacinação.
Com a suspensão temporária, estados e municípios receberam orientação para interromper a aplicação da vacina. As doses permanecerão armazenadas na rede de refrigeração até a conclusão das investigações e a definição dos próximos passos pelas autoridades sanitárias.
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