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Operação prende ex-estagiário do MP, investigador e ex-policial por ligação com plano do PCC
Operação prende ex-estagiário do MP, investigador e ex-policial por ligação com plano do PCC
Grupo é suspeito de fornecer informações sigilosas e participar de esquema que previa atentado contra promotor do Gaeco em Campinas
Por: Redação
09/06/2026 às 14:58

Foto: Reprodução
Uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Militar prendeu nesta terça-feira (9) três investigados suspeitos de integrar uma rede ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao planejamento de um atentado contra o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Campinas.
Batizada de Operação Infiltrados, a ação resultou na prisão do ex-estagiário do Ministério Público Gabriel Lira de Jesus, do investigador da Polícia Civil Maurício Aparecido de Oliveira e do ex-policial civil Itamar Gomes da Silva.
Segundo as investigações, Gabriel Lira utilizava o período em que atuou no Ministério Público para acessar sistemas internos e obter informações sigilosas. De acordo com o MPSP, ele teria identificado investigados com elevado poder econômico e utilizado esses dados para oferecer suposta proteção contra ações do Gaeco em troca de pagamentos.
Os investigadores apontam ainda que o ex-estagiário fazia parte do grupo que articulava um plano para executar o promotor Amauri Silveira Filho. Gabriel foi preso por equipes do 1º Batalhão de Ações Especiais (Baep) em uma residência de alto padrão localizada em Campinas. Durante a ação, documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos.
Outro alvo da operação foi o investigador da Polícia Civil Maurício Aparecido de Oliveira. Atualmente lotado no 1º Distrito Policial de Campinas, ele ocupava o cargo de chefe da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) quando o suposto plano criminoso estava sendo estruturado.
Segundo o Gaeco, Maurício foi filmado em uma reunião com o empresário José Ricardo Ramos, apontado como um dos principais articuladores do atentado e preso em 2025. O encontro teria ocorrido um dia antes da operação que impediu a execução do plano.
Para os investigadores, há indícios de que o policial civil tenha repassado informações consideradas sensíveis e privilegiadas ao grupo investigado. A prisão foi realizada pela Corregedoria da Polícia Civil, que encaminhou o agente para uma unidade prisional destinada a policiais acusados de crimes.
O terceiro preso foi o ex-policial civil Itamar Gomes da Silva. Conforme o Ministério Público, ele teria atuado como intermediador entre Gabriel Lira e Maurício Aparecido de Oliveira, facilitando contatos e trocas de informações entre os investigados.
Além das Corregedorias das polícias Civil e Penal, a operação contou com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), devido ao cumprimento de mandados de busca em um escritório de advocacia.
As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer o alcance da rede suspeita de atuar em benefício do PCC dentro de instituições públicas.
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