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PF e defesa de Vorcaro divergem sobre conteúdo de nova proposta de delação

PF e defesa de Vorcaro divergem sobre conteúdo de nova proposta de delação

Polícia Federal questiona relevância das informações apresentadas, enquanto advogados afirmam que colaboração traz fatos inéditos e novas linhas de investigação

Por: Redação

09/06/2026 às 07:31

Imagem de PF e defesa de Vorcaro divergem sobre conteúdo de nova proposta de delação

Foto: Divulgação

A nova proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, tornou-se alvo de divergências entre a Polícia Federal (PF) e a equipe de defesa do empresário. Enquanto investigadores avaliam que o material entregue não reúne elementos suficientes para justificar um acordo de colaboração, os advogados sustentam que a proposta contém informações inéditas e relevantes para o avanço das apurações.

Segundo integrantes da Polícia Federal, os documentos encaminhados pela defesa na semana passada não apresentariam fatos capazes de alterar significativamente o cenário das investigações ou justificar os benefícios normalmente concedidos em acordos de colaboração premiada.

Além das dúvidas sobre o conteúdo da proposta, investigadores também demonstram preocupação com a atuação de alguns advogados ligados ao banqueiro. Nos bastidores, há suspeitas de que determinadas figuras políticas que poderiam ser alcançadas pelas investigações estariam sendo preservadas no material apresentado.

A defesa de Vorcaro rejeita as críticas e afirma que a avaliação da Polícia Federal ignora informações ainda desconhecidas pelas autoridades. Segundo advogados do empresário, a colaboração não se limita a relatos já conhecidos, mas aponta novos caminhos investigativos que dependeriam dos esclarecimentos prestados pelo próprio banqueiro para serem plenamente compreendidos.

Aliados da defesa argumentam ainda que uma eventual rejeição da proposta poderia ser interpretada como falta de interesse em aprofundar determinadas linhas de investigação envolvendo agentes políticos mencionados no contexto das apurações.

Apesar da disputa de versões, a decisão sobre o avanço das negociações cabe à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsáveis por analisar a viabilidade do acordo.

A expectativa é de que PF e PGR se manifestem ainda nesta semana sobre a continuidade ou não das tratativas. A defesa espera uma definição até a próxima sexta-feira (12), data em que termina o prazo estabelecido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que os advogados possam manter reuniões presenciais com Vorcaro.

O caso é acompanhado diretamente por Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Banco Master no Supremo, e pode ter novos desdobramentos a partir da avaliação das autoridades sobre o conteúdo da colaboração apresentada pelo empresário.

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