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Acusado com base em DNA, réu do 8/1 agora tem absolvição pedida pela PGR

Acusado com base em DNA, réu do 8/1 agora tem absolvição pedida pela PGR

Polícia Federal usou vestígio genético para acusar Glederson Ribeiro de participação nos atos do 8/1, mas PGR recuou ao reconhecer fragilidade das provas

Por: Redação

08/08/2025 às 09:14

Imagem de Acusado com base em DNA, réu do 8/1 agora tem absolvição pedida pela PGR

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O cobrador de ônibus Glederson Henrique Ribeiro, morador de Registro (SP), chegou a ser acusado de sete crimes relacionados aos eventos de 8 de janeiro de 2023, após a Polícia Federal identificar DNA dele em uma garrafa de água deixada no Palácio do Planalto. A descoberta foi tratada como indício de sua presença no local, mas a fragilidade da prova levou a própria Procuradoria-Geral da República (PGR) a recuar.

A denúncia inicial foi protocolada com base em sua suposta participação em um acampamento próximo ao Quartel-General do Exército em Brasília. A partir daí, a PGR o denunciou por associação criminosa e incitação ao crime.

 

Denúncia foi ampliada com base em DNA
Em setembro de 2023, a PGR decidiu endurecer a acusação, incluindo crimes mais graves como:

  • Associação criminosa armada
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Golpe de Estado
  • Dano qualificado
  • Deterioração de patrimônio tombado

Essas novas imputações foram aceitas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com base na tese de que o DNA encontrado seria prova da presença de Glederson durante os episódios de depredação.

No texto da denúncia, a PGR alegava que o réu atuou junto a uma "turba violenta" que buscava impedir ou restringir os Poderes Constitucionais por meio de "grave ameaça".

 

PGR volta atrás e pede absolvição por crimes mais graves
Apesar do rigor inicial, a Procuradoria recuou nas alegações finais do processo — último estágio antes do julgamento no STF — ao admitir que não conseguiu comprovar que Glederson participou efetivamente da invasão ou depredação dos prédios públicos.

A própria PGR afirmou que o DNA na garrafa não era prova suficiente para determinar sua presença ativa na sede do Executivo, nem se demonstrou a chamada “aliança subjetiva” com os demais envolvidos. O argumento desmantela a base da denúncia de que o acusado teria agido com intenção ou em conluio.

A Defensoria Pública da União, responsável pela defesa de Glederson, afirmou que houve “açodamento” da PGR ao apresentar a denúncia sem provas materiais robustas. Para os defensores, o caso ilustra como a pressa em responsabilizar indivíduos ligados aos protestos de janeiro de 2023 pode levar a excessos e erros processuais.

A DPU solicitou a absolvição de Glederson em todos os sete crimes, destacando que a acusação recuou justamente nos pontos centrais da denúncia, evidenciando a fragilidade da narrativa acusatória.

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