“Ainda tem muita sujeira para varrer”, diz presidente da CPI do INSS
Carlos Viana afirma que esquema tomou de assalto aposentadorias e aponta envolvimento de servidores e políticos; aliados do governo Lula são citados entre os alvos
Por: Redação
13/11/2025 às 16:51

Foto: José Cruz/Agência Brasil
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (13) que a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal, atingiu o “núcleo principal” do esquema de desvios de aposentadorias e pensões. Segundo ele, o trabalho está longe de acabar:
“Ainda tem muita sujeira para varrer.”
A operação desta quinta cumpriu 10 mandados de prisão preventiva, 63 mandados de busca e apreensão e diversas medidas cautelares em 15 estados e no Distrito Federal. Entre os alvos estão nomes ligados ao governo federal, incluindo:
- Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS indicado pela gestão Lula;
- Ahmed Mohamad Oliveira (ex-ministro da Previdência de Lula);
- Deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG);
- Deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA).
Viana ressaltou que a operação confirma o acerto da CPI e desmonta críticas de que a comissão seria “teatral”.
“Quadrilha tomou de assalto as aposentadorias brasileiras”
O senador afirma que o esquema funcionava em três escalões:
- Operadores e laranjas — responsáveis por receber e ocultar o dinheiro;
- Servidores públicos corrompidos, que davam continuidade ao esquema de governo em governo;
- Autoridades e políticos que indicaram, protegeram e sustentaram os envolvidos.
“O grosso da quadrilha está na cadeia. Agora queremos saber quem indicou, quem protegeu e quem recebeu para manter o esquema funcionando.”
Ele ainda afirmou que depoimentos e delações devem implicar novos nomes:
“Há delações em andamento. Outras virão.”
Diálogo com o STF e novas prisões à vista
Viana relatou que mantém diálogo constante com o ministro André Mendonça (STF), responsável por ações relacionadas ao caso, e adiantou que novas operações serão deflagradas “em breve”.
“Há pessoas que ainda precisam explicar sua participação no desaparecimento dos bilhões dos aposentados.”
O senador afirmou que parte do dinheiro já foi identificada em paraísos fiscais e outra parte convertida em propriedades no Brasil.
Mensagem aos aposentados e recado político
O presidente da CPI reforçou:
“Os culpados não ficarão impunes. Vamos sair desta comissão com uma Previdência mais forte.”
Nos bastidores, a operação amplia a pressão sobre o governo Lula, já que um dos presos — Stefanutto — ocupou o comando do INSS na atual gestão, além de aliados políticos serem citados entre os investigados. A oposição vê o avanço como prova de que o esquema não era pontual, mas estrutural.
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