Alckmin tenta barrar tarifa de Trump em reunião com Amcham
Brasil busca negociação com setor privado dos EUA para reverter taxa de 50% imposta a exportações
Por: Redação
16/07/2025 às 08:25

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), se reúne nesta quarta-feira (16) com representantes da Câmara Americana de Comércio (Amcham) para tentar conter os efeitos da tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada na semana passada, tem gerado forte reação entre setores do agronegócio e da indústria.
Segundo Alckmin, o governo brasileiro está mobilizando setores produtivos e entidades do comércio para construir uma reação coordenada à medida, considerada “inadequada e urgente” devido ao impacto direto sobre produtos perecíveis e cargas já embarcadas para os EUA.
“Estamos ouvindo todos os setores. Amanhã nos reunimos com a Amcham, e ainda receberemos representantes da indústria química, cooperativas, empresas de software e sindicatos”, disse o ministro.
Crise com os EUA e recado de Trump
A ofensiva de Trump contra o Brasil intensificou-se após a cúpula do Brics, realizada em solo brasileiro no início do mês. No evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o uso de moedas alternativas ao dólar e reforçou o discurso por um novo multilateralismo.
Trump reagiu impondo a maior tarifa entre os 24 países atingidos — e sinalizou que poderia dobrar a taxação para membros do Brics. Segundo o republicano, o Brasil estaria “falhando com os interesses comerciais dos EUA” e “perseguindo politicamente Jair Bolsonaro”, o que também foi citado como motivação para o tarifaço.
Decreto de reciprocidade
Enquanto tenta resolver a crise via diálogo, o Planalto se prepara para retaliações. Lula assinou um decreto que regulamenta a Lei de Reciprocidade Econômica, autorizando a suspensão de concessões comerciais e de direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais.
O texto também criou o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas, que será responsável por definir, caso necessário, as retaliações comerciais contra os Estados Unidos.
Apesar disso, fontes do governo afirmam que a prioridade é resolver o impasse por vias diplomáticas até o fim de julho, evitando o uso imediato da nova legislação.
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