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Alcolumbre desmoraliza Planalto, cancela sabatina e expõe fragilidade de Lula na articulação para emplacar Messias no STF
Alcolumbre desmoraliza Planalto, cancela sabatina e expõe fragilidade de Lula na articulação para emplacar Messias no STF
Presidente do Senado acusa governo de “omissão grave”, trava avanço de Jorge Messias e deixa claro que Lula perdeu controle do próprio processo
Por: Redação
03/12/2025 às 08:29

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O cancelamento da sabatina de Jorge Messias no Senado, anunciado por Davi Alcolumbre (União-AP), caiu como um balde de água fria no Palácio do Planalto e escancarou a crise na articulação política do governo Lula. O gesto do presidente do Senado foi interpretado não como um simples ajuste de calendário, mas como um recado duro: Lula não manda mais no rito de indicação ao STF e terá de negociar de joelhos para tentar aprovar seu escolhido em 2026.
Alcolumbre afirmou, em nota, que a demora do governo em enviar a mensagem formal sobre a escolha de Messias — etapa básica e obrigatória — seria “intencional”, classificando o comportamento como uma “omissão grave e sem precedentes”. Segundo ele, ignorar o envio do documento colocaria todas as etapas seguintes sob risco de contestação judicial, incluindo a própria sabatina.
Para governistas, o cancelamento expôs exatamente o que o Planalto tentava esconder: Lula perdeu a mão na articulação e irritou um dos políticos que mais controla os bastidores do Senado. A avaliação interna é de que Alcolumbre, descontente por Lula ter ignorado sua preferência pelo senador Rodrigo Pacheco para o STF, decidiu devolver o constrangimento público.
A sabatina estava marcada para 10 de dezembro, com votação em plenário no mesmo dia — um cronograma considerado apertado e hostil pelos aliados de Messias. Agora, com o cancelamento, o governo ganha tempo, mas também acumula mais um desgaste institucional. A leitura da base é que Alcolumbre usou o rito para limitar ao máximo a capacidade de Messias de construir votos, aumentando o risco de derrota.
Desde que Lula tornou pública a indicação, em 20 de novembro, o clima entre Planalto e Senado azedou. Alcolumbre, que controla a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), não engoliu a decisão do presidente e vinha impondo uma agenda que deixava claro o desconforto. O recuo repentino, porém, não é gesto de boa vontade: é poder sendo exibido.
Agora, a missão do governo é desfazer o estrago, reconstruir pontes e evitar que Messias se torne o próximo nome rejeitado pelo Senado — algo que seria devastador para Lula.
O episódio mostra, mais uma vez, que a articulação política do Planalto segue perdida, e que decisões estratégicas estão sendo tomadas sem cálculo político adequado. No fim das contas, Alcolumbre apenas escancarou aquilo que o governo vinha tentando esconder: Messias pode até ser o nome de Lula, mas Alcolumbre é quem decide se ele chega ao Supremo.
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