Alcolumbre escolhe Alessandro Vieira para relatar PL Antifacção no Senado
Senador acumula relatoria da CPI do Crime Organizado e deve acelerar debate sobre medidas duras contra facções
Por: Redação
19/11/2025 às 07:25

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil), anunciou nesta terça-feira (18) a escolha do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para assumir a relatoria do PL Antifacção no Senado, enquanto o texto ainda avança na Câmara dos Deputados. A indicação ocorre em paralelo à tramitação intensa do projeto na Casa Baixa e aumenta a expectativa de que o assunto siga em ritmo acelerado nas duas Casas Legislativas.
Vieira, que já é relator da CPI do Crime Organizado, acumula agora dois dos principais dossiês sobre segurança pública em Brasília — ambos voltados ao combate direto às facções criminosas, tema que ganhou força diante da escalada da violência em diversos estados.
Ao anunciar o nome, Alcolumbre destacou a experiência do senador:
“Alessandro Vieira possui longa carreira jurídica, experiência na Polícia Judiciária de Sergipe e uma trajetória marcada pelo enfrentamento ao crime organizado”, afirmou.
Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, o relator do projeto, Guilherme Derrite (PP-SP), apresentou nesta mesma terça-feira a quinta versão do seu relatório — documento que tem sido alvo de forte pressão do PT e do governo Lula, que tentam adiar a votação e modificar trechos considerados sensíveis.
A escolha de Alcolumbre sinaliza que, independentemente da disputa na Câmara, o Senado pretende manter o tema no centro da agenda, dando continuidade ao debate e evitando que o projeto fique paralisado pela resistência de aliados do governo.
Direita comemora avanço do debate sobre endurecimento legal
Parlamentares de oposição avaliam que a relatoria de Vieira — conhecido pelo discurso firme contra organizações criminosas — tende a consolidar um texto mais robusto, atendendo à pressão de governadores e bancadas de segurança pública que defendem leis mais duras, punições mais rígidas e novos instrumentos de investigação.
O movimento também é visto como derrota parcial para a ala governista, que tenta reduzir o alcance da proposta e frear mudanças consideradas estratégicas no combate às facções.
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