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Alcolumbre pressiona e apresenta “fatura bilionária” ao Planalto em troca de apoio no Senado
Alcolumbre pressiona e apresenta “fatura bilionária” ao Planalto em troca de apoio no Senado
Presidente do Senado quer comandar bancos e autarquias estratégicas enquanto Lula tenta garantir votos para aprovar Jorge Messias no STF
Por: Redação
27/11/2025 às 08:51

Foto: CanalGov/Reprodução
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), elevou o tom nas negociações e colocou sobre a mesa uma lista extensa — e cara — de exigências para destravar a articulação política do governo Lula na Casa. Segundo aliados do senador e fontes do Palácio do Planalto ouvidas sob reserva, Alcolumbre quer ampliar seu espaço de poder e assumir o comando de algumas das instituições públicas mais relevantes do país, antes de abrir caminhos para o governo no Senado. Entre os cargos cobiçados estão as presidências do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste (BNB), do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), todos considerados estratégicos econômica e politicamente. A movimentação acirra ainda mais o clima de tensão entre o Senado e o Executivo.
Para Lula, o momento exige cautela. Aliados próximos afirmam que o presidente está disposto a ceder parte desses espaços, mas não todos. O foco imediato do governo é garantir a aprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, cuja sabatina está marcada para o dia 10 de dezembro. A indicação enfrenta resistências internas e, nos bastidores, o apoio de Alcolumbre é considerado decisivo para evitar uma derrota política significativa. O senador, por sua vez, tem evitado atender emissários do Planalto e sinalizado que só avançará nas conversas após ser procurado diretamente pelo presidente. A expectativa entre interlocutores do governo é que Lula faça esse movimento nos próximos dias, numa tentativa de selar um acordo antes da votação.
A ofensiva de Alcolumbre ocorre em meio a um reposicionamento de força no Senado, justamente em um momento em que o Palácio do Planalto enfrenta desgaste com parte da base parlamentar. Ao mirar o comando de bancos e autarquias que influenciam bilhões em crédito, fiscalização e mercado financeiro, o presidente do Senado envia um recado claro: seu apoio tem preço alto — e será cobrado. Enquanto isso, o governo tenta equilibrar a necessidade de aprovar Messias com a pressão crescente por espaço político, em um ambiente cada vez mais tenso na relação entre Executivo e Legislativo.
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