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Alexandre de Moraes teria pressionado BC em favor do Banco Master, diz colunista
Alexandre de Moraes teria pressionado BC em favor do Banco Master, diz colunista
Contatos foram feitos três vezes por telefone e uma vez presencialmente, diz jornal. Congressistas falam em CPI
Por: Redação
22/12/2025 às 20:55

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, fez ao menos quatro contatos com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, para tratar de interesses do Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Segundo a apuração, um dos encontros teria ocorrido de forma presencial, enquanto os demais teriam sido realizados por telefone. A informação foi publicada no jornal O Globo.
De acordo com a coluna, as conversas teriam como pano de fundo a operação de venda do Banco Master para o BRB. Em julho deste ano, Moraes teria solicitado um encontro com Galípolo para defender a aprovação do negócio, mencionando, segundo a reportagem, apreço pessoal por Vorcaro. O presidente do Banco Central, ainda conforme a apuração, teria informado que a autarquia já havia identificado indícios de fraude na operação, o que tornaria a transação inviável. Moraes, de acordo com o relato, teria concordado que, confirmadas irregularidades, a venda não poderia prosperar.
O Banco Master firmou contrato de R$ 129 milhões com o escritório Barci de Moraes Advogados, pertencente à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF. O acordo previa pagamentos mensais de cerca de R$ 3 milhões e abrangia a atuação do escritório junto a diferentes instâncias, incluindo o Congresso Nacional e o próprio Banco Central.
A repercussão do caso no meio político foi imediata. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou que pretende coletar assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar tanto o contrato firmado com o escritório ligado à família do ministro quanto a suposta atuação direta de Moraes em favor do banco.
“Após o recesso, vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o Banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco”, escreveu o senador em suas redes sociais.
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