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Aliados de Hugo Motta negam acordo com oposição para pautar anistia e fim do foro privilegiado
Aliados de Hugo Motta negam acordo com oposição para pautar anistia e fim do foro privilegiado
Presidente da Câmara retoma controle do plenário após ocupação da oposição e descarta negociação
Por: Redação
07/08/2025 às 10:34

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negam que ele tenha feito qualquer tipo de acordo com parlamentares da oposição para avançar com a PEC do fim do foro privilegiado e o projeto de lei da anistia a manifestantes de 8 de janeiro.
As informações sobre um suposto entendimento circularam entre deputados do PL após Hugo conseguir reassumir a cadeira da presidência e abrir a sessão plenária na noite de quarta-feira (6), com apoio de líderes do Centrão e sob forte pressão institucional.
Parlamentares próximos a Motta afirmaram que não houve qualquer negociação enquanto o presidente da Casa esteve impedido de exercer suas funções. A única sinalização concreta foi o compromisso de partidos como o PP e o União Brasil de manter a obstrução regimental em pauta, mecanismo legítimo previsto no regimento interno da Câmara e utilizado por diversos grupos políticos ao longo dos anos.
“Hugo não aceitou discutir nada enquanto não reassumisse a Presidência”, afirmou à CNN um deputado da Mesa Diretora.
Reação institucional e apoio de Lira
A ocupação física do plenário por deputados da oposição gerou forte reação entre parlamentares da base e da própria direita moderada. O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), atuou diretamente nos bastidores para garantir o retorno da normalidade institucional, inclusive mantendo diálogo com parlamentares do PL.
Na terça-feira (5), em meio ao impasse, Hugo convocou uma reunião com os líderes da Casa, mas o PL não compareceu oficialmente. Ainda assim, houve encontros informais entre representantes do partido e o presidente da Câmara — que não resultaram em acordo.
Já na quarta-feira (6), diante do impasse, a Mesa Diretora publicou um ato administrativo determinando punições de até seis meses de suspensão de mandato para deputados que tentassem impedir ou obstruir fisicamente as atividades legislativas. A medida foi decisiva para a retomada da ordem.
Fontes da Mesa ainda discutiram a possibilidade de cassação de mandato em caso de confronto físico com a Polícia Legislativa.
Exposição e redes sociais
A ocupação do plenário foi amplamente explorada nas redes sociais por deputados da oposição. A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) chegou a levar a filha de quatro meses ao local e a amamentou na cadeira da presidência.
A presença da imprensa foi limitada às galerias e só foi liberada quando Hugo Motta já estava prestes a reassumir o posto.
O último a sair da cadeira foi o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), ex-candidato à presidência da Casa. Sua saída selou o fim da ocupação física e permitiu o retorno da sessão sob comando legítimo da presidência.
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