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Aliança entre Motta, Alcolumbre e Lula redefine atuação do Congresso e garante vitórias ao Planalto
Aliança entre Motta, Alcolumbre e Lula redefine atuação do Congresso e garante vitórias ao Planalto
Acordos políticos ampliam poder do Executivo, liberam bilhões em emendas e esvaziam pautas de interesse popular no Legislativo em 2025
Por: Redação
28/12/2025 às 19:39

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A relação construída entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (PP), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), consolidou em 2025 uma nova dinâmica entre os Poderes, marcada pela atuação coordenada do Congresso em favor do Palácio do Planalto.
A articulação política garantiu ao governo vitórias sucessivas em votações estratégicas, ampliou concessões ao Legislativo e redesenhou o papel institucional do Parlamento, que passou a funcionar como peça-chave da engrenagem governista. Na prática, a lógica dos freios e contrapesos perdeu espaço para acordos que asseguraram governabilidade ao Executivo.
O alinhamento entre Câmara, Senado e Planalto resultou na liberação de mais de R$ 60 bilhões em emendas parlamentares, volume considerado recorde. Em contrapartida, pautas sensíveis à população e caras a setores conservadores — como a anistia aos presos do 8 de janeiro, o fim do foro privilegiado, a regulamentação do homeschooling e a limitação do poder do Supremo Tribunal Federal — foram sucessivamente adiadas ou retiradas da agenda.
Hugo Motta e Davi Alcolumbre atuaram de forma coordenada para garantir estabilidade política ao governo Lula, blindando o Executivo de desgastes institucionais e reduzindo o espaço para enfrentamentos no Congresso. A estratégia consolidou o Parlamento como escudo político do Planalto em um momento de fragilidade econômica e queda de popularidade do governo.
Essa nova configuração enfraqueceu o papel fiscalizador do Legislativo, que passou a priorizar negociações orçamentárias e acordos políticos em detrimento do controle efetivo das ações do Executivo. O resultado foi a concentração de poder em Brasília e o avanço de uma governança baseada em acordões, típica de governos de perfil centralizador.
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