Após acusar Bolsonaro por “golpe”, PGR pode arquivar caso das joias sauditas
Procurador Paulo Gonet sinaliza que pode não denunciar ex-presidente por falta de provas sólidas, como já ocorreu no caso do cartão de vacinação
Por: Redação
17/07/2025 às 08:34

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Após ter pedido a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo sobre suposta tentativa de golpe de Estado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalia arquivar o inquérito que investiga a venda de joias sauditas recebidas por Bolsonaro durante seu mandato.
Com a entrega das alegações finais no caso do 8 de Janeiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, passou a concentrar atenção em outras frentes de apuração envolvendo o ex-chefe do Executivo. Entre elas, o chamado “caso das joias” ganhou prioridade recente.
A Polícia Federal indiciou Bolsonaro e outras 11 pessoas em julho de 2024, apontando supostos crimes como lavagem de dinheiro, apropriação indevida de bens públicos e associação criminosa. O inquérito se refere à venda de presentes recebidos oficialmente pelo governo brasileiro — transações que teriam rendido cerca de R$ 6,8 milhões, segundo a PF.
Apesar disso, mais de um ano depois do indiciamento, a PGR ainda não ofereceu denúncia e avalia pedir o arquivamento, seguindo entendimento semelhante ao que motivou o encerramento do caso do cartão de vacinação contra a Covid-19.
Naquela ocasião, mesmo com o indiciamento, Gonet entendeu que o depoimento isolado de Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, não era suficiente para sustentar uma acusação formal. Fontes próximas ao procurador indicam que o mesmo raciocínio pode ser adotado na investigação das joias.
Segundo interlocutores da PGR, indiciamento não obriga o oferecimento de denúncia, e o arquivamento, se confirmado, reforçaria a postura técnica e não política de Gonet — o que desmonta parte da narrativa de perseguição jurídica contra Bolsonaro.
O procurador-geral já deixou claro que não fará denúncias com base em indícios frágeis ou provas indiretas, mesmo diante da pressão de setores do Judiciário e da opinião pública.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil
Assine nossa news letter
Receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.




