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Após aprovação na Câmara, Senado acelera análise do PL da Dosimetria

Após aprovação na Câmara, Senado acelera análise do PL da Dosimetria

Projeto que pode reduzir punição considerada excessiva contra Bolsonaro deve ser votado ainda em 2025, apesar da resistência da base governista

Por: Redação

10/12/2025 às 07:51

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Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Senado Federal deve analisar ainda este ano o PL da Dosimetria, aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada desta quarta-feira (10). A decisão foi anunciada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que confirmou o compromisso de pautar o texto antes do recesso parlamentar — uma sinalização clara de que a pressão política sobre o tema só aumenta.

O projeto, que recalcula e reduz as penas aplicadas aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro, tem potencial para corrigir distorções cometidas pelo Supremo Tribunal Federal, especialmente no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, alvo de uma condenação amplamente contestada por setores do Direito e pela oposição.

Em plenário, Alcolumbre afirmou:

“Assumi o compromisso com os líderes e com o Brasil de que, se a Câmara deliberasse, o Senado deliberaria. Este ano ainda.”

A fala pegou de surpresa líderes da base de Lula, que tentam atrasar ao máximo a revisão das penas — movimento interpretado como parte do esforço do governo para manter Bolsonaro e seus aliados sob desgaste político.

A promessa de Alcolumbre indica que o tema deve ir diretamente ao plenário, contrariando a posição do presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), que defendia a análise prévia no colegiado. Parlamentares governistas acompanharam o protesto, mas foram minoria.

A aprovação do projeto pela Câmara representou uma meia vitória para a oposição, que inicialmente trabalhava pela anistia ampla e irrestrita de Bolsonaro e demais condenados. Mas, diante da rejeição da base lulista e da falta de votos suficientes, o bloco conservador decidiu avançar com uma alternativa possível: reduzir penas vistas como abusivas.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a colocar sua própria candidatura presidencial como gesto político para destravar o debate, aumentando a pressão sobre o Congresso.

Em setembro, o STF impôs ao ex-presidente uma pena de 27 anos e 3 meses — condenação considerada sem precedentes e alvo de críticas por suposto viés político. Preso desde 22 de novembro, Bolsonaro teria progressão para semiaberto apenas em 2033, segundo cálculos da Vara de Execução Penal.

Com o PL da Dosimetria:

  • a progressão de regime passa de 1/4 da pena para 1/6;

  • a pena pode ser recalculada sem soma de condenações, reduzindo a punição final;

  • o prazo estimado para progressão pode cair para pouco mais de 3 anos, segundo o relator Paulinho da Força;

  • análises preliminares da defesa estimam cerca de 4 anos.

Mesmo sem anistia, trata-se da primeira grande reversão concreta das decisões duras impostas pelo Supremo.

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