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Apos denuncia no Comunica Brasil, sindicato dos médicos da Bahia recebe retorno do governo do estado

Apos denuncia no Comunica Brasil, sindicato dos médicos da Bahia recebe retorno do governo do estado

Presidente do Sindimed critica atitude "antisindical" do governo estadual, que se recusa a negociar com médicos e tenta substituir contratos CLT por vínculos precários; Justiça suspendeu greve da categoria, mas impasse continua

Por: Redação

08/08/2025 às 07:51

Atualizado em 08/08/2025 às 08:30

Imagem de Apos denuncia no Comunica Brasil, sindicato dos médicos da Bahia recebe retorno do governo do estado

Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista concedida nesta quinta-feira (7) à Rede Comunica Brasil, a presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), Rita Valéria, denunciou o que chamou de “descaso do governo do estado” diante da crise envolvendo mais de 500 médicos da rede própria da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). Segundo ela, o governo baiano tem se recusado a dialogar com a categoria e propôs substituir os contratos sob regime CLT por vínculos precários, sem garantias trabalhistas.

“A tentativa de diálogo com o governo aconteceu várias vezes para evitar que 529 médicos da rede própria da Sesab perdessem o vínculo CLT. O Estado propõe um escalonamento de substituição desse vínculo por contratos precários, e nós não podemos concordar com isso”, afirmou Rita.

A mobilização dos profissionais culminou em uma greve organizada de forma “respeitosa e cuidadosa”, segundo a sindicalista.

“Mesmo com os protocolos de triagem sendo realizados, veio a liminar que suspendeu o movimento. A greve foi suspensa, mas o problema persiste. Em agosto, mais de 40 médicos terão seus contratos encerrados e só terão como opção vínculos precários, sem garantia alguma. Nós não admitimos isso.”

Rita Valéria classificou para o jornalista Flávio Sande a decisão judicial como “uma atitude antisindical”, por tentar silenciar o movimento. “Não podemos sequer reclamar, porque não houve negociação. E agora rompem o diálogo. Estou aqui para dizer que não vamos nos calar.”

A presidente do Sindimed ainda afirmou que o sindicato protocolou diversos pedidos de reunião com o governador Jerônimo Rodrigues, que teria prometido uma negociação.

“Cobramos essa promessa. Por que o governo se cala? Pelas contas feitas por contadores, o vínculo precário custa muito mais aos cofres públicos do que o vínculo CLT. Então por que insistir nesse modelo?”

Após a entrevista, Rita entrou em contato com a redação da Rede Comunica Brasil e informou que a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) agendou uma reunião com o sindicato para o dia 8 de agosto.

A Rede Comunica Brasil reforça que o espaço segue aberto tanto para manifestações do governo estadual quanto para outros representantes da categoria médica.

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