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Após fim de semana sangrento na Bahia, Jerônimo ataca ACM Neto e evita falar sobre crise na segurança pública
Após fim de semana sangrento na Bahia, Jerônimo ataca ACM Neto e evita falar sobre crise na segurança pública
Governador petista tenta desviar foco da violência com piadas sobre forró e provocações a opositores em meio ao tarifaço de Trump
Por: Redação
14/07/2025 às 22:12

Foto: Feijão Almeida/GovBa
Enquanto a Bahia enfrenta uma escalada de violência com assassinatos em série e ataques a policiais no interior do estado, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) preferiu mirar suas críticas no ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), durante entrevista concedida nesta segunda-feira (14).
Em vez de apresentar soluções para conter a criminalidade, Jerônimo usou o espaço para ironizar o adversário político e cobrá-lo por um suposto “silêncio” sobre a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, medida anunciada pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano) como resposta à perseguição política contra Jair Bolsonaro.
“Não entendi, não ouvi a colocação dele. Ainda não o vi se posicionando sobre o tarifaço, se é a favor dessa postura dos bolsonaristas… estão muito tímidos em relação a isso”, disse o petista, fugindo do tema central da entrevista: a grave crise de segurança pública no estado.
Em tom jocoso, Jerônimo ainda ironizou a presença de ACM Neto em eventos culturais:
“Ele esteve em Curaçá para um forró. Agora é um dançarino típico. Não ouvi ele fazendo nada, só dançando forró – por sinal, muito mal. Vou ter que colocá-lo numa escola de dança, porque ele dança mal mesmo”, zombou o governador, enquanto a população sofre com assaltos, chacinas e o domínio cada vez maior de facções criminosas em diversas regiões da Bahia.
O governador também aproveitou o momento para tentar capitalizar politicamente sobre o “tarifaço”, buscando apoio de entidades industriais para pressionar o governo federal. Jerônimo afirmou que tem se reunido com a FIEB e outras federações para “colocar na pauta do presidente o que entendemos ser prioritário”.
No entanto, o próprio Lula tem evitado confrontar diretamente Trump e já enfrenta críticas por ter se isolado dos principais parceiros comerciais ao adotar uma política externa ideológica e desalinhada com o Ocidente.
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