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Após nova negativa de Moraes, defesa de Bolsonaro denuncia restrição a tratamento essencial na prisão
Após nova negativa de Moraes, defesa de Bolsonaro denuncia restrição a tratamento essencial na prisão
Advogados afirmam que saúde do ex-presidente se deteriora e acusam ministro de impor barreiras “injustificadas” ao acesso de fisioterapeuta
Por: Redação
03/12/2025 às 16:26

Foto: Reprodução/Instagram
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta quarta-feira (3) um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal para liberar o acesso do fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde o ex-chefe do Executivo cumpre pena. A solicitação foi feita após o ministro Alexandre de Moraes voltar a impedir o atendimento, restringindo as visitas ao cardiologista pessoal do ex-presidente.
Segundo o documento protocolado, Bolsonaro — de 70 anos e com histórico de múltiplas cirurgias intestinais — enfrenta soluços persistentes, episódios de vômito, dificuldade respiratória e limitação funcional, condições que, de acordo com os advogados, exigem acompanhamento fisioterapêutico contínuo para evitar agravamento clínico.
Apesar disso, Moraes reiterou que sessões de fisioterapia só podem ocorrer com indicação médica específica e autorização prévia do juízo, além de agendamento conforme regras internas da PF. A decisão contrasta com o período em que Bolsonaro esteve em prisão domiciliar, quando mantinha rotina regular de fisioterapia para controle de crises gastrointestinais e respiratórias.
A defesa argumenta que a interrupção do tratamento representa risco significativo e que o ex-presidente depende da intervenção fisioterapêutica para manter estabilidade funcional. Advogados também afirmam que o atendimento jamais foi “eventual”, mas parte essencial do manejo de sintomas que tendem a se agravar rapidamente em pacientes idosos com histórico cirúrgico complexo.
A percepção entre aliados é de que Moraes impõe restrições desproporcionais e que o Estado tem o dever de garantir assistência de saúde adequada a qualquer preso — incluindo um ex-presidente da República. A insistência da defesa reforça que o quadro clínico de Bolsonaro exige “medidas urgentes” e que impedir atendimento especializado configura, segundo eles, “grave prejuízo à integridade física do sentenciado”.
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