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Autor da facada em Bolsonaro fará novo exame psiquiátrico para avaliar periculosidade
Autor da facada em Bolsonaro fará novo exame psiquiátrico para avaliar periculosidade
Adélio Bispo, detido desde 2018, será reavaliado para determinar se ainda representa risco à sociedade; decisão pode influenciar eventual libertação ou transferência
Por: Redação
08/10/2025 às 08:48

Foto: Reprodução
O autor do atentado contra o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PL) em 2018, Adélio Bispo de Oliveira, de 47 anos, passará nos próximos dias por um novo exame psiquiátrico para medir seu nível de periculosidade e avaliar se ele ainda representa risco à sociedade.
A avaliação será conduzida por dois psicólogos designados para o Presídio Federal de Campo Grande (MS), onde Adélio está detido desde 2018. O exame deverá indicar se ele continua apresentando transtornos mentais e se é considerado perigoso, conforme os parâmetros estabelecidos pela Justiça.
Possíveis desdobramentos
De acordo com informações do portal Metrópoles, o resultado do laudo definirá o futuro de Adélio Bispo. Caso o parecer conclua que ele não oferece mais risco, a Justiça poderá determinar sua libertação com acompanhamento ambulatorial — uma vez que Adélio não cumpre pena, mas medida de segurança.
No entanto, fontes do sistema penitenciário consideram essa hipótese improvável, já que o quadro clínico do detento teria se deteriorado ao longo dos anos. Ele vive isolado, raramente sai da cela e chegou a recusar medicamentos prescritos para o tratamento de transtorno delirante persistente.
Em julho deste ano, o interno também rejeitou os banhos de sol, comportamento interpretado como sinal de agravamento do quadro psicológico.
Situação atual e histórico do caso
Adélio Bispo foi considerado inimputável pela Justiça Federal — ou seja, incapaz de responder criminalmente por seus atos —, permanecendo sob medida de segurança por tempo indeterminado. A decisão judicial determina que ele permaneça sob custódia até pelo menos 2038, quando completará 60 anos de idade.
Durante o governo Bolsonaro, a Polícia Federal chegou a solicitar acesso ao prontuário médico de Adélio, mas o pedido foi negado pela Justiça, que considerou o material sigiloso. O autor da facada não recebe visitas familiares há mais de um ano e vive em uma cela de cerca de seis metros quadrados, na ala de segurança máxima da unidade.
Apesar de o presídio de Campo Grande possuir estrutura mais adequada para lidar com detentos com transtornos mentais, autoridades reconhecem que o sistema federal não dispõe de instalações ideais para tratamento psiquiátrico. Ainda assim, não há expectativa de transferência de Adélio para outra unidade.
Repercussões políticas
O caso continua sendo um dos episódios mais emblemáticos da história política recente do Brasil, por ter alterado o curso das eleições de 2018 e influenciado a ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência.
A possibilidade de libertação de Adélio, mesmo que remota, tende a reacender debates sobre segurança pública, saúde mental e impunidade, especialmente entre aliados do ex-presidente, que frequentemente questionam a condução judicial do caso.
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