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Baixa presença de líderes na cúpula de Belém frustra governo Lula às vésperas da COP30
Baixa presença de líderes na cúpula de Belém frustra governo Lula às vésperas da COP30
Evento expõe isolamento diplomático e falta de prestígio internacional do Brasil sob gestão petista
Por: Redação
07/11/2025 às 08:55

Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
A cúpula preparatória da COP30, realizada nesta quinta-feira (6) em Belém (PA), terminou com baixa adesão de líderes mundiais e um clima de frustração entre os organizadores brasileiros. De acordo com a Revista Veja, apenas 57 chefes de Estado compareceram — o menor número desde 2019 —, deixando evidente o esvaziamento político da pauta ambiental e o enfraquecimento da liderança internacional defendida pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre as grandes ausências estão Estados Unidos, China e Índia, as três maiores economias poluidoras do planeta. O presidente americano Donald Trump — que retirou novamente o país do Acordo de Paris — não enviou representantes. O líder chinês Xi Jinping preferiu delegar o encontro ao vice-primeiro-ministro Ding Xuexiang, e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi se ausentou, enviando apenas o ministro do Meio Ambiente.
Da América Latina, Javier Milei (Argentina) e Santiago Peña (Paraguai) também não compareceram — gesto interpretado por analistas como um alinhamento estratégico a Washington e um distanciamento das pautas ideológicas da esquerda latino-americana.
Brasil isolado e discurso esvaziado
Nos bastidores, diplomatas reconhecem que o fiasco da cúpula representa um duro golpe para a imagem de Lula, que tenta se vender como porta-voz do Sul Global e defensor de uma “transição verde inclusiva”. Sem o apoio das principais potências e com presença limitada de países desenvolvidos, o Brasil se viu isolado e sem protagonismo nas discussões sobre o novo fundo climático global, proposto por Lula no valor de US$ 125 bilhões.
O cenário reforça a percepção de que o ativismo ambiental do governo petista tem pouco alcance prático e funciona mais como instrumento de propaganda política do que como política internacional efetiva. Enquanto isso, países emergentes mantêm suas economias atreladas a combustíveis fósseis, e os compromissos de corte de emissões seguem sem avanços concretos.
Analistas apontam que o baque diplomático em Belém simboliza o declínio da influência global do Brasil e o fracasso da diplomacia ambiental lulista, que perdeu força mesmo entre seus aliados regionais.
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