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Banco Master é acusado de articular ofensiva digital coordenada contra o Banco Central durante processo de liquidação

Banco Master é acusado de articular ofensiva digital coordenada contra o Banco Central durante processo de liquidação

Mensagens e contratos indicam atuação organizada de influenciadores pagos para defender a instituição financeira e atacar a autoridade monetária, em meio a apurações do TCU

Por: Redação

07/01/2026 às 08:37

Imagem de Banco Master é acusado de articular ofensiva digital coordenada contra o Banco Central durante processo de liquidação

Foto: Divulgação

Mensagens, contratos e comunicações privadas indicam que o Banco Master teria recrutado uma rede de influenciadores digitais para atuar de forma coordenada nas redes sociais contra o Banco Central, no contexto do processo de liquidação da instituição. A ofensiva teria sido articulada por meio de uma agência de comunicação ligada ao controlador do banco, Daniel Vorcaro, segundo apuração jornalística.

A movimentação começou em 19 de dezembro, um dia após a publicação de reportagem que revelou questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a condução do Banco Central no caso. A Corte deu prazo de 72 horas para que a autarquia explicasse possíveis “indícios de precipitação” no processo de liquidação, o que teria desencadeado a reação coordenada nas redes

Na mesma data, ao menos três influenciadores publicaram vídeos com estética semelhante, narrativa convergente e timing quase simultâneo. As postagens exaltavam a atuação do TCU, criticavam a legalidade das decisões do Banco Central e acusavam a imprensa tradicional de manipulação. Entre os nomes citados estão criadores de conteúdo com dezenas de milhares a milhões de seguidores, ampliando o alcance da campanha.

Influenciadores foram abordados por um agente de comunicação oferecendo contratos sigilosos para produção de conteúdo político e financeiro, com exigência de confidencialidade e cláusulas restritivas. Os acordos, com duração mínima de três meses, previam valores variáveis conforme alcance e engajamento, podendo chegar a cifras milionárias. Antes mesmo da formalização, era exigida a assinatura de termos de confidencialidade para revelar a identidade do cliente.

A agência apontada como responsável pelas abordagens é a Miranda Comunicações, contratada para prestar serviços ao Banco Master. Embora o nome do controlador não conste formalmente nos contratos, comunicações privadas identificam Daniel Vorcaro como “o cliente”. Em alguns casos, conteúdos já publicados foram usados como modelo para orientar novos contratados, reforçando a padronização da mensagem.

Juristas ouvidos avaliam que a contratação de influenciadores não é ilegal por si só, mas alertam para riscos jurídicos quando não há identificação clara de conteúdo patrocinado. A prática pode configurar publicidade enganosa por omissão, além de violar regras das plataformas digitais e, no caso de jornalistas, códigos de ética profissional.

Procurado, o Banco Master não respondeu até a publicação da reportagem. Alguns influenciadores negaram vínculo contratual direto com a instituição e afirmaram que suas postagens foram feitas de forma independente. O caso amplia a pressão sobre o banco e adiciona um novo elemento de controvérsia ao processo de liquidação conduzido pelas autoridades monetárias.

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