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Barbalho rebate críticas de Trump e tenta minimizar escândalo ambiental da COP30

Barbalho rebate críticas de Trump e tenta minimizar escândalo ambiental da COP30

Após ser acusado de devastar parte da Amazônia para construir estrada até o evento climático em Belém, governador do Pará diz que “é melhor agir do que postar”; aliados do governo americano apontam hipocrisia verde do Brasil

Por: Redação

10/11/2025 às 08:36

Imagem de Barbalho rebate críticas de Trump e tenta minimizar escândalo ambiental da COP30

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), respondeu neste domingo (9) às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a construção de uma rodovia na Amazônia para dar acesso à COP30, realizada em Belém.

Trump havia publicado nas redes sociais que o governo brasileiro “derrubou milhares de árvores para construir uma estrada de luxo para ambientalistas”, chamando o episódio de “grande escândalo” e questionando a coerência do discurso climático do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Barbalho reagiu com ironia e tentou defender o projeto:

“Em vez de falar de estradas, o presidente norte-americano deveria apontar caminhos contra as mudanças climáticas. É melhor agir do que postar”, afirmou o governador.

O emedebista também afirmou que o Pará reduziu o desmatamento e que a rodovia, batizada de Avenida da Liberdade, seria um exemplo de “infraestrutura sustentável”.

 

Obra polêmica e contradições

A estrada, de 14 quilômetros, foi anunciada em 2020 e liga Belém a cinco municípios da região metropolitana. O governo paraense alega que o projeto segue um linhão de energia e, portanto, não exigiu novos desmatamentos significativos.

Porém, fontes da ONU e de órgãos ambientais afirmam que o trajeto destruiu áreas de vegetação secundária e habitats locais, contrariando o discurso de sustentabilidade que marca a conferência climática.

Documentos obtidos pela Fox News apontam que cerca de 100 mil árvores foram removidas, gerando críticas internacionais e desgastando a imagem do Brasil como líder ambiental.

Enquanto isso, a Secretaria Extraordinária para a COP30, vinculada à Casa Civil, tentou se eximir da responsabilidade, afirmando que a estrada “não faz parte do escopo de obras federais” para o evento — uma justificativa que, para analistas, expõe a falta de coordenação e transparência do governo Lula.

 

Trump x Lula: duelo ideológico

A troca de farpas entre Trump e Lula reacende o embate ideológico entre os dois líderes. Enquanto o presidente americano defende soberania energética e pragmatismo econômico, o petista tenta projetar uma imagem de “campeão do clima”, apesar das críticas ao aumento da exploração de petróleo e ao uso de obras controversas na Amazônia.

“Os mesmos que falam em salvar o planeta estão derrubando árvores para construir rodovias e posar para fotos”, ironizou Marc Morano, analista climático americano presente na COP30.

Nas redes sociais, a frase de Barbalho — “é melhor agir do que postar” — gerou reações mistas. Parlamentares de oposição classificaram a resposta como “arrogante e deslocada da realidade”, lembrando que o governo paraense usa recursos públicos para bancar eventos milionários enquanto a população enfrenta problemas básicos de infraestrutura.

Analistas políticos avaliam que a tentativa de Barbalho de defender Lula pode ter efeito reverso, ampliando a percepção de que o governo brasileiro fala em sustentabilidade, mas age de forma contraditória.

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