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BC registra saída de dois servidores-chave em meio à apuração sobre o Banco Master
BC registra saída de dois servidores-chave em meio à apuração sobre o Banco Master
Desligamentos ocorrem após abertura de sindicância interna e atingem áreas diretamente ligadas à supervisão bancária
Por: Redação
29/01/2026 às 15:08

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O Banco Central do Brasil registrou a saída de dois servidores concursados que ocupavam cargos estratégicos no órgão em meio a uma apuração sigilosa sobre possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. Deixaram suas funções Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, ambos vinculados ao Departamento de Supervisão Bancária, responsável pela fiscalização das instituições financeiras.
As saídas ocorreram após o início de uma sindicância interna, revelada inicialmente pelo jornal O Globo, destinada a esclarecer fatos relacionados à atuação do Banco Central em processos que envolveram o Banco Master desde sua aquisição até os desdobramentos da liquidação extrajudicial da instituição.
Paulo Sérgio Neves de Souza chefiava a área técnica subordinada à Diretoria de Fiscalização, setor encarregado de zelar pela estabilidade do sistema bancário. Foi ele quem autorizou, em 2021, a compra do antigo Banco Máxima pelo banqueiro Daniel Vorcaro, operação que resultou na criação do Banco Master.
Servidor do BC desde 1998, Souza construiu carreira em cargos de supervisão e gestão técnica. Economista formado pela PUC-SP, com MBA em risco pela Fipecafi (USP), também atuou no Banco do Brasil antes de ingressar na autoridade monetária.
Já Belline Santana, igualmente economista e servidor do Banco Central desde 1998, ocupava posição de destaque no sistema de supervisão. Ele é vice-presidente da Associação dos Supervisores de Bancos das Américas e preside o Comitê de Capacitação da entidade desde 2022. Santana chegou a ser apontado como possível substituto na Diretoria de Fiscalização e assinou documentos enviados ao Ministério Público Federal no âmbito do caso Banco Master.
Até o momento, nem o Banco Central nem o Departamento de Supervisão Bancária comentaram oficialmente os desligamentos. As mudanças ocorrem em um contexto de forte escrutínio sobre a atuação do BC no caso Master, que envolve suspeitas de falhas de fiscalização e decisões regulatórias adotadas ao longo dos últimos anos.
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