Bolsonaro em prisão domiciliar recebeu 21 solicitações de visita
Ministro Alexandre de Moraes já autorizou dez visitas políticas e atendimento médico ao ex-presidente; pedidos seguem em análise no STF
Por: Redação
09/08/2025 às 08:53

Foto: Rafaela Felicciano
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi o único aliado político que já esteve pessoalmente com Jair Bolsonaro (PL) em sua casa, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. A visita ocorreu após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedida na quinta-feira (7).
No total, sem contar a equipe médica, Moraes já liberou dez visitas de apoiadores. As solicitações têm sido feitas por aliados e parlamentares, em grande parte com o argumento de “causa humanitária”. Desde a decisão que determinou a prisão domiciliar, o STF tem recebido pressão de políticos e apoiadores para liberar encontros.
Até o momento, apenas um pedido foi negado: o do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). Moraes justificou a recusa pela proibição de Bolsonaro manter contato, direto ou indireto, com réus ou investigados em ações penais relacionadas, caso de Gayer, alvo de inquérito sobre os atos de 8 de janeiro.
Há, ainda, ao menos dez solicitações pendentes de resposta no sistema eletrônico do STF, classificadas como “visita institucional”.
Visitas médicas autorizadas
Além dos encontros políticos, Moraes autorizou a presença de quatro médicos para acompanhar a saúde de Bolsonaro, sem necessidade de aviso prévio, desde que cumpridas as condições legais e judiciais. A decisão foi publicada também em 7 de agosto. Os profissionais liberados são:
Cláudio Augusto Vianna Birolini – cirurgião;
Luciana de Almeida Costa Tokarski – clínica do Dr. Erasmo Tokarski;
Erasmo Tokarski – dermatologista;
Leandro Santini Echenique – cardiologista.
Bolsonaro enfrenta um histórico de complicações médicas desde o atentado à faca em 2018, que perfurou seu intestino e resultou em múltiplas cirurgias — sete delas diretamente ligadas ao ferimento abdominal. Em julho de 2021, o ex-presidente foi internado após apresentar soluços persistentes e diagnosticado com suboclusão intestinal, obstrução parcial que dificulta a passagem de alimentos e secreções no tubo digestivo.
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