Bolsonaro recua de agenda no Congresso após nova investida de Moraes
Ministro do STF pressiona defesa do ex-presidente por suposto descumprimento de cautelares, enquanto base oposição mantém articulação por anistia e moções de repúdio
Por: Redação
22/07/2025 às 11:18

Foto: Lula Marques/Agencia Brasil
Poucas horas após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), exigir explicações sobre uma suposta violação de medidas cautelares, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou compromissos agendados com aliados no Congresso Nacional nesta terça-feira (22). Bolsonaro participaria de sessões nas comissões de Segurança Pública e Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, mas optou por permanecer na sede do PL.
A decisão ocorre em meio à intensificação da ofensiva jurídica do STF contra o ex-presidente, que, segundo Moraes, teria usado redes sociais de maneira indireta durante visita ao Congresso, o que poderia configurar descumprimento das restrições impostas. No despacho, o ministro advertiu que, caso não haja justificativa plausível, Bolsonaro poderá ser preso.
Durante encontros com deputados da oposição nesta segunda (21), Bolsonaro reforçou a defesa da proposta de anistia aos condenados e investigados pelos atos de 8 de janeiro. A medida é tratada pela oposição como uma reparação diante do que classificam como penas desproporcionais. No entanto, o projeto enfrenta resistência de setores do governo e de parte do Congresso, que alegam risco de impunidade e enfraquecimento do Estado de Direito.
Apesar das tensões, comissões presididas por parlamentares aliados mantiveram as sessões previstas para esta semana. Em pauta, moções de repúdio às decisões do STF contra Bolsonaro e manifestações de solidariedade ao ex-presidente. A movimentação reforça a estratégia da base da direita de sustentar o discurso de perseguição política e mobilizar a militância, mesmo diante do cerco jurídico.
Bolsonaro também voltou a sugerir novos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo, especialmente Moraes. Embora as iniciativas não encontrem viabilidade política no atual cenário, são vistas como importantes instrumentos de pressão e engajamento simbólico junto à base conservadora.
Durante a visita ao Congresso, o ex-presidente exibiu sua tornozeleira eletrônica e criticou publicamente o Judiciário, gesto interpretado por aliados como tentativa de capitalizar politicamente as restrições e manter-se em evidência no debate público, mesmo sob risco iminente de prisão.
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