Bolsonaro sobre denúncia da PGR: "É como matar um marciano"
Ex-presidente volta a questionar ausência de provas e critica narrativa do suposto golpe de Estado
Por: Redação
16/07/2025 às 06:00

Foto: Lula Marques/Agencia Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu com ironia à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que pede sua condenação por tentativa de golpe de Estado. Em entrevista concedida nesta terça-feira (15), ao jornal digital Poder360, Bolsonaro afirmou que a acusação é tão fantasiosa quanto ser responsabilizado por um crime sem vítima.
“Não teve armas. Se pegar as polícias legislativas da Câmara e Senado, nenhuma arma foi apreendida. É uma denúncia que fica difícil de se defender. É quase você se defender, por exemplo, de ter matado um marciano. E nem o corpo do marciano estava lá”, disse o ex-presidente.
A declaração foi feita um dia após a PGR apresentar alegações finais na Ação Penal 2.668, que acusa Bolsonaro e mais sete aliados de um suposto envolvimento em uma suposta articulação golpista relacionada aos eventos do 8 de Janeiro.
Denúncia em reta final
A manifestação da PGR, assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, atribui a Bolsonaro crimes como: liderança de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de bens tombados.
Também foram incluídos na denúncia os seguintes nomes:
- Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado e ex-diretor da Abin;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
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