Brasil busca diálogo com EUA em meio a tensão por tarifas impostas por Trump
Enquanto ministro das Relações Exteriores reforça apoio à Palestina em Nova York, comitiva brasileira ainda não conseguiu estabelecer diálogo direto com representantes do governo Trump para tratar da taxação
Por: Redação
30/07/2025 às 08:47

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Às vésperas da entrada em vigor das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, previstas para esta sexta-feira (1º), o Brasil intensifica esforços diplomáticos para abrir canais de diálogo com a administração do presidente Donald Trump (Partido Republicano).
Na terça-feira (29), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve em Nova York para reunião com o primeiro-ministro da Palestina, Mohammad Mustafa, reafirmando o apoio brasileiro à autodeterminação palestina e pedindo o fim das operações militares na Faixa de Gaza, além da condenação da crise humanitária na região. O encontro evidencia a agenda diplomática ativa do Brasil, mesmo diante das tensões comerciais com os EUA.
Enquanto isso, uma comitiva brasileira composta por oito senadores, liderada por Nelsinho Trad (PSD-MS), está desde o fim de semana em Washington, mas ainda não conseguiu estabelecer diálogo direto com representantes do governo Trump para tratar da taxação.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), apontado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para liderar as negociações, afirmou que o governo está empenhado em responder à sobretaxa, apesar das dificuldades de interlocução com os EUA.
Lula, por sua vez, tem indicado que não fará contato telefônico direto com Trump, aguardando um sinal da Casa Branca para prosseguir nas negociações. Segundo informações do Poder360, o Itamaraty enviou em maio uma carta confidencial com propostas ao governo norte-americano, mas não recebeu retorno.
O aumento das tarifas americanas foi justificado pelo governo Trump, entre outros motivos, pela recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil de endurecer a responsabilização das big techs por conteúdos publicados por terceiros, além da chamada “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), citado por Trump como alvo político.
Essa conjuntura gerou um movimento de defesa da soberania nacional pelo governo Lula, que reforçou sua popularidade no país, apesar das tensões econômicas. Até o momento, o Brasil permanece na expectativa de um canal aberto para negociar a questão antes da implementação da sobretaxa.
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