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Brasil reage a ameaça de sanções contra Moraes: “Virar a cara e seguir”, diz chanceler Mauro Vieira

Brasil reage a ameaça de sanções contra Moraes: “Virar a cara e seguir”, diz chanceler Mauro Vieira

Declaração ocorre em meio a críticas de Trump e pressões de congressistas dos EUA para aplicar sanções contra ministros do STF por supostas violações de direitos.

Por: Redação

08/07/2025 às 06:00

Ministro Mauro Vieira comentou sobre eventuais sanções de Trump a Moraes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o Brasil não cederá a pressões externas e que o governo “virará as costas e seguirá” com suas políticas internas, mesmo diante da possibilidade de sanções dos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A declaração foi dada em entrevista à Folha de S.Paulo na última sexta-feira (4) e publicada nesta segunda (7).

A fala surge após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar em sua rede Truth Social que o Brasil estaria conduzindo uma “perseguição política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Trump, o “único julgamento legítimo” seria o das urnas. Parlamentares republicanos no Congresso americano discutem acionar a Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras, o que poderia levar ao congelamento de bens e à proibição de entrada nos EUA para figuras do Judiciário acusadas de abuso de poder.

Apesar de considerar improvável a adoção de medidas tão drásticas, Vieira reforçou que o Brasil manterá sua posição soberana. “O que o Brasil poderia fazer? Virar a cara, dizer que está zangado?”, disse, em tom irônico. “Se houver sanção, seguimos em frente.”

O chanceler também rebateu as críticas internacionais à atuação de Alexandre de Moraes. “Chamá-lo de ditador não corresponde à realidade”, afirmou, completando que autoridades americanas deveriam “se informar melhor” sobre as acusações. Vieira ressaltou ainda que não há extraterritorialidade das decisões do STF e defendeu a autonomia do Brasil para legislar sobre temas sensíveis como a regulação das redes sociais.

Em um recado direto às big techs, o ministro afirmou que empresas estrangeiras que não respeitarem a legislação nacional “podem se retirar do país”.

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