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Brasileiros pagarão mais na conta de luz com alta de 32% em fundo bilionário do governo
Brasileiros pagarão mais na conta de luz com alta de 32% em fundo bilionário do governo
Orçamento da CDE sobe para R$ 49,2 bilhões e encarece energia em até 5,76%; parte do custo vem de programas sociais e subsídios
Por: Redação
21/07/2025 às 09:10

Foto: Reprodução
A conta de luz dos brasileiros ficará mais cara em 2025. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um aumento de até 5,76% nas tarifas para bancar o novo orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que subiu de R$ 37,2 bilhões para R$ 49,2 bilhões — um crescimento de 32,4% em apenas um ano.
Esse fundo, mantido majoritariamente pelos próprios consumidores, é utilizado para custear políticas públicas como a Tarifa Social de Energia Elétrica, o programa Luz para Todos e incentivos à geração distribuída, como os sistemas de energia solar residencial.
Segundo a Aneel, cerca de R$ 41,4 bilhões do novo orçamento serão repassados diretamente à população por meio da cota CDE-Uso. Outros R$ 5,4 bilhões, referentes à CDE-GD, cobrirão descontos concedidos à minigeração — sendo pagos exclusivamente pelos clientes do mercado cativo, ou seja, os consumidores residenciais e pequenos comércios, sem acesso ao mercado livre.
O aumento nas tarifas será distribuído de forma desigual: enquanto Norte e Nordeste sofrerão reajuste médio de 3,85%, consumidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste enfrentarão acréscimos de até 5,76%.
Além da alta nos subsídios, pesaram no reajuste:
O crescimento de R$ 3 bilhões nos incentivos às fontes renováveis no mercado livre;
A elevação de R$ 1,97 bilhão nos gastos com geração distribuída;
Déficit de R$ 612 milhões deixado de 2024, com destaque para o Luz Para Todos;
Aumento de R$ 1,6 bilhão na Tarifa Social, que agora garante gratuidade para os primeiros 80 kWh consumidos por famílias de baixa renda, por força da Medida Provisória nº 1.300/2025;
Expansão de R$ 1,4 bilhão no próprio Luz Para Todos;
E ainda, R$ 1,8 bilhão a mais para a Conta de Consumo de Combustíveis, especialmente para atender à concessionária Amazonas Energia.
Outro fator que agrava o impacto nas tarifas é o fim dos recursos da privatização da Eletrobras, usados para aliviar as contas entre 2022 e 2024. Com os aportes esgotados por antecipações previstas na Medida Provisória nº 1.212/2024, a fatura volta integralmente para o consumidor.
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