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Bukele reage a Maduro após troca de presos com EUA: “Reclamam porque ficaram sem reféns”
Bukele reage a Maduro após troca de presos com EUA: “Reclamam porque ficaram sem reféns”
Presidente de El Salvador rebate críticas do regime chavista e acusa a Venezuela de tentar usar imigrantes como instrumento político contra os Estados Unidos
Por: Redação
22/07/2025 às 08:33

Foto: Getty Images
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele (Nuevas Ideas), respondeu com firmeza às críticas do governo de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), que anunciou a abertura de uma investigação sobre supostos abusos cometidos contra imigrantes venezuelanos detidos em território salvadorenho.
A controvérsia começou após a repatriação, na última sexta-feira (18.jul), de 252 venezuelanos que estavam presos no Cecot (Centro de Confinamento do Terrorismo), megapresídio conhecido por sua rigidez. A devolução dos detentos à Venezuela foi parte de um acordo de troca firmado entre Caracas e Washington, que resultou também na libertação de dez cidadãos ou residentes dos EUA e de 80 opositores considerados “presos políticos” pelo governo norte-americano.
A movimentação irritou o regime de Maduro. Na segunda-feira (21.jul), o procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab, anunciou que abrirá investigação contra Bukele, acusando o governo salvadorenho de promover “tortura” e “maus-tratos” aos imigrantes venezuelanos. Entre as denúncias estão alegações de abusos físicos e sexuais, além de celas com pouca ventilação e iluminação.
Bukele não deixou sem resposta. Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o presidente de El Salvador ironizou a reação de Caracas:
“O regime de Maduro estava satisfeito com o acordo de troca; por isso o aceitou. Agora, estão gritando e se indignando, mas não porque estejam em desacordo com o trato — e sim porque acabam de perceber que ficaram sem reféns do país mais poderoso do mundo”, escreveu.
O líder salvadorenho, conhecido por seu endurecimento contra o crime organizado e pela defesa da soberania nacional, sugeriu que o regime venezuelano usava os detentos como moeda de barganha política.
Apesar da tentativa de Caracas de levar o caso à Corte Penal Internacional e ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, até o momento não há qualquer evidência formal que comprove as acusações feitas por Saab. Observadores independentes apontam para o uso frequente de denúncias de “violações de direitos humanos” por parte de regimes autoritários para atacar governos alinhados à direita ou ao Ocidente.
A situação reacende o debate sobre o uso político de imigrantes ilegais e presos em negociações diplomáticas. Enquanto Maduro tenta capitalizar a narrativa do vitimismo internacional, Bukele reforça seu compromisso com a lei e a ordem, mantendo sua popularidade em alta tanto dentro quanto fora de El Salvador.
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