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Câmara pede ao STF liberação de emendas bloqueadas de Eduardo Bolsonaro e Ramagem
Câmara pede ao STF liberação de emendas bloqueadas de Eduardo Bolsonaro e Ramagem
Casa argumenta que suplentes têm direito às prerrogativas e alerta para prejuízo financeiro a RJ e SP
Por: Redação
30/01/2026 às 18:44

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
A Câmara dos Deputados solicitou ao Supremo Tribunal Federal o desbloqueio das emendas parlamentares originalmente apresentadas pelos então deputados Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, que perderam seus mandatos. O pedido foi encaminhado nesta sexta-feira (30) ao ministro Flávio Dino.
A intenção da Câmara é permitir que os suplentes que assumiram as cadeiras, Dr. Flávio e Missionário José Olímpio, possam utilizar os recursos das emendas, atualmente paralisados por decisão judicial.
Em dezembro de 2025, Flávio Dino determinou que o Poder Executivo se abstivesse de receber, analisar, encaminhar, liberar ou executar emendas vinculadas a Eduardo Bolsonaro e Ramagem. A medida manteve os valores bloqueados mesmo após a cassação dos mandatos, o que, segundo a Advocacia da Câmara, impediu os novos parlamentares de exercerem plenamente a prerrogativa de autor das emendas.
Na petição, a Casa sustenta que a manutenção do bloqueio gera “impacto direto nos estados representados”, com perda de recursos e de representatividade para Rio de Janeiro e São Paulo. Para a Mesa Diretora, presidida por Hugo Motta, a situação prejudica o direcionamento de verbas para investimentos e políticas públicas.
“As emendas parlamentares são instrumentos que canalizam recursos para ações e investimentos essenciais. A permanência do bloqueio é danosa ao interesse das populações representadas”, argumenta o pedido.
Segundo o advogado da Câmara, Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva, a legislação autoriza a transferência das prerrogativas sobre emendas não empenhadas quando há substituição do parlamentar, especialmente em casos de impedimento de ordem técnica. Na avaliação da Casa, o bloqueio imposto pelo STF se enquadra nessa hipótese, o que permitiria a liberação dos recursos aos suplentes.
O ministro Flávio Dino ainda não se manifestou sobre o pedido.
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