Caminhoneiros ameaçam nova paralisação após operação da PF contra Bolsonaro
Lideranças da categoria se mobilizam contra o que chamam de perseguição política ao ex-presidente; reunião com deputados de direita e setor do agro acontece nesta terça (22)
Por: Redação
22/07/2025 às 08:47

Foto: Câmara dos Deputados
A recente operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro reacendeu o espírito de mobilização entre caminhoneiros de todo o Brasil. Lideranças da categoria afirmam que o episódio foi a “gota d’água” diante de um cenário que consideram abusivo e ideologicamente direcionado pelo governo atual.
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC), um dos nomes mais ligados à pauta dos transportadores, afirmou neste domingo (21) que tem recebido inúmeras mensagens cobrando uma posição sobre uma possível paralisação nacional. Segundo o parlamentar, haverá uma reunião nesta segunda-feira (22), em Brasília, com líderes dos caminhoneiros, parlamentares de direita e representantes do agronegócio.
“Irei me reunir com os pontas de lança. Se todos entenderem que é o momento de uma paralisação, eu estarei na pista junto com eles”, afirmou o deputado.
Apesar do clima de mobilização, há divergências internas. O presidente da Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do Porto de Santos (CCAPS) disse que a categoria ainda não pretende parar, a menos que promessas feitas pelo governo federal — especialmente as relacionadas a benefícios e políticas para o transporte — não sejam cumpridas até outubro de 2024.
Já a Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC) adota tom mais alinhado com a insatisfação popular. Segundo o presidente da entidade, caso os caminhoneiros decidam aderir, o movimento ganhará força.
“Se o povo decidir que esse é o caminho, estaremos com o povo — ou seremos parados por uma guerra ideológica”, declarou.
O temor de uma nova paralisação relembra o movimento de 2018, que durou dez dias e paralisou o país em protesto contra os constantes aumentos do diesel. A greve teve repercussões econômicas severas e se tornou um símbolo da força política da categoria, principalmente entre os grupos alinhados à direita.
A possível greve de 2024 não gira apenas em torno de pautas econômicas, mas também políticas. O clima de insatisfação generalizada, somado à percepção de perseguição ao ex-presidente e à atuação do Judiciário, tem acendido um alerta no governo.
Por ora, tudo dependerá do resultado das reuniões desta segunda-feira em Brasília.
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