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Carlos Bolsonaro reage a articulações de Flávio e dispara críticas ao Centrão
Carlos Bolsonaro reage a articulações de Flávio e dispara críticas ao Centrão
Vereador expõe desconforto com avanço das negociações políticas e acusa bloco de defender interesses bancários e travar o país
Por: Redação
09/12/2025 às 09:38

Foto: Renan Olaz/CMRJ
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) fez nesta terça-feira (9) uma dura crítica pública ao Centrão, em meio às articulações de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que busca apoio de partidos para fortalecer sua pré-candidatura à Presidência em 2026.
Em publicação nas redes sociais, Carlos acusou o bloco político de impedir reformas estruturantes, operar pela manutenção de juros altos e agir alinhado aos interesses do mercado financeiro, que teria se acostumado — segundo ele — a “lucros astronômicos” enquanto famílias e empresas enfrentam cenário econômico sufocante.
“O Centrão não quer liberdade econômica de verdade, nem autonomia do cidadão. O projeto é outro — silencioso, mas evidente para quem presta atenção.”
— escreveu Carlos Bolsonaro.
A manifestação do vereador veio logo depois de Flávio afirmar, em entrevista, que pretende atuar como um “Bolsonaro centrado, equilibrado e com opiniões próprias” em sua caminhada presidencial.
Carlos rebateu indiretamente o discurso, afirmando que a retórica de “equilíbrio” e “moderação” costuma servir como cortina para manter velhas engrenagens de poder:
“O discurso de ‘responsabilidade’, ‘equilíbrio’ e ‘moderação política’ serve apenas de cortina para manter a engrenagem funcionando.”
— disse Carlos ao comentar o comportamento do Centrão.
Os comentários de Carlos acontecem enquanto Flávio tenta consolidar apoio de siglas como o PP, comandado pelo ex-ministro Ciro Nogueira, que ainda demonstra preferência pelo nome de Tarcísio de Freitas.
A resistência inicial de parte do mercado financeiro também foi mencionada. Após declarações polêmicas do senador sobre ter um “preço” para desistir da disputa — o que depois foi esclarecido como referência à liberdade de Jair Bolsonaro — o Ibovespa caiu e o dólar subiu, reforçando tensões em torno da viabilidade eleitoral do pré-candidato.
O vereador também afirmou que o país vive um sistema que empurra trabalhadores ao endividamento:
“É um ciclo de dependência bancária que transforma o trabalhador em devedor e o empreendedor em refém.”
A fala reforça o posicionamento mais ideológico e combativo de Carlos, em contraste com a postura negociadora de Flávio no esforço para costurar alianças partidárias.
A troca de mensagens — mesmo que indireta — revela o ambiente delicado dentro do bolsonarismo:
de um lado, Flávio tenta consolidar uma candidatura viável, alinhada com partidos e setores econômicos;
de outro, Carlos expressa preocupação com concessões e aproximações políticas que considera incompatíveis com o projeto conservador original.
A crítica pública aumenta a pressão sobre partidos do centro-direita que resistem a fechar apoio imediato ao nome de Flávio para 2026.
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