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CGU aponta gastos milionários e viagens injustificadas na ANTT; ex-diretor ficou 191 dias no exterior

CGU aponta gastos milionários e viagens injustificadas na ANTT; ex-diretor ficou 191 dias no exterior

Auditoria revela R$ 16,7 milhões em despesas sem planejamento, relatórios duplicados e possível falsificação em viagem à China

Por: Redação

17/11/2025 às 07:51

Imagem de CGU aponta gastos milionários e viagens injustificadas na ANTT; ex-diretor ficou 191 dias no exterior

Foto: Divulgação / AESCOM ANTT

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou uma série de irregularidades nas viagens feitas por servidores da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nos últimos anos. O órgão regulador gastou R$ 16,7 milhões em apenas dois anos, em um total de 6.178 viagens, muitas delas sem justificativa adequada, sem planejamento e em desacordo com a necessidade operacional da agência.

Desse montante, R$ 4,1 milhões foram usados em viagens internacionais, a maioria delas realizadas por diretores — justamente em um período de forte restrição orçamentária. O relatório aponta que 64% dos recursos destinados a viagens foram consumidos no exterior, enquanto a fiscalização — atividade central da ANTT — recebeu menos investimento proporcional.

A CGU classificou o desequilíbrio como grave: “Os gastos com viagens internacionais equivaleram a aproximadamente 64% dos recursos destinados à fiscalização. Essa desproporção demanda análise detalhada por parte da agência.”

 

Ex-diretor passou 191 dias fora do Brasil

Entre os casos mais críticos, o levantamento destaca o ex-diretor-geral Rafael Vitale, que passou 191 dias no exterior entre 2021 e 2024 — praticamente meio ano fora do país. Para a CGU, o afastamento prolongado de diretores compromete a governança e o funcionamento da agência, além de gerar riscos institucionais.

O relatório descreve ainda que Vitale teria apresentado informações falsas à Embaixada da China para incluir duas servidoras terceirizadas em uma viagem oficial, às margens de critérios formais de seleção. A prática, caso confirmada, configura ilícito administrativo e possível crime.

A CGU também encontrou relatórios de viagem idênticos ou quase iguais, sugerindo que servidores copiaram trechos uns dos outros para justificar deslocamentos. Segundo o relatório, isso compromete a credibilidade das informações e descaracteriza o objetivo da prestação de contas.

A prática, segundo os auditores, impede qualquer avaliação real do impacto das viagens e dificulta a responsabilização interna.

 

ANTT diz ter reduzido viagens sob nova gestão

Procurada, a ANTT afirmou que, desde fevereiro de 2025, a nova gestão implementou medidas de austeridade reconhecidas pelo próprio relatório da CGU, como:

  • redução de 33% nas viagens internacionais no primeiro semestre;
  • redesenho do PETI e revisão da forma de custeio;
  • implementação de normas para melhorar controle e transparência.

A agência disse desconhecer a acusação de falsificação de informações e ressaltou que o episódio não tem relação com a administração atual.

Apesar da resposta, o relatório reforça que os problemas têm origem em gestões anteriores, alinhadas ao atual governo, e expõem falhas estruturais no uso de recursos públicos — justamente em um momento em que o discurso oficial defende responsabilidade fiscal e eficiência estatal.

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