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China defende a Nigéria após Trump sugerir ação militar contra perseguição a cristãos
China defende a Nigéria após Trump sugerir ação militar contra perseguição a cristãos
Regime de Xi Jinping critica intervenção e tenta minimizar denúncias religiosas enquanto enfrenta acusações semelhantes
Por: Redação
04/11/2025 às 15:01

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O regime comunista da China saiu em defesa da Nigéria após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir uma “possível ação militar” para frear os assassinatos de cristãos no país africano.
Em declaração feita nesta segunda-feira (3), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, criticou as falas do republicano e afirmou que Pequim “apoia firmemente o governo nigeriano em seus esforços para guiar seu povo de acordo com suas condições nacionais”. Mao também rejeitou o que chamou de “interferência estrangeira sob o pretexto de religião ou direitos humanos”, em referência aos Estados Unidos.
“A China se opõe à interferência de qualquer país nos assuntos internos de outros países sob o pretexto de religião ou direitos humanos”, declarou Mao Ning.
A reação de Pequim ocorre após Trump afirmar, em suas redes sociais, que se o governo nigeriano “continuar permitindo o assassinato de cristãos”, os EUA poderiam “suspender imediatamente toda a ajuda e intervir militarmente” para eliminar “terroristas islâmicos que estão cometendo atrocidades horríveis”.
O republicano assegurou que a possível operação seria “rápida, implacável e certeira”, defendendo que o Ocidente não pode ignorar a matança sistemática de cristãos na região.
Contexto e hipocrisia do regime chinês
Analistas apontam que a posição da China reflete interesses geopolíticos e ideológicos — o país é parceiro comercial estratégico da Nigéria e busca fortalecer sua influência na África enquanto minimiza suas próprias violações de direitos humanos.
Enquanto critica Washington, o regime de Xi Jinping é acusado de perseguição sistemática a minorias religiosas, incluindo cristãos e muçulmanos uigures, dentro do território chinês. Igrejas são monitoradas, demolidas e obrigadas a exibir retratos de Xi e bandeiras do Partido Comunista.
Em suma, o discurso de “não interferência” de Pequim serve como cortina de fumaça para encobrir sua repressão interna e proteger regimes aliados, como o da Nigéria e o do Irã.
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