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Ciro Nogueira rebate Malafaia após ser chamado de “traidor” por recusar assinar impeachment de Moraes
Ciro Nogueira rebate Malafaia após ser chamado de “traidor” por recusar assinar impeachment de Moraes
Senador diz que não há votos suficientes no Congresso e critica “pressão emocional”; pastor o acusa de ser “camaleão oportunista”
Por: Redação
08/08/2025 às 08:50

Foto: Agência Senado
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) protagonizou uma troca de farpas com o pastor Silas Malafaia após recusar assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A recusa ocorreu em meio à mobilização da oposição contra a ordem judicial de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada por Moraes.
Malafaia criticou publicamente o senador, chamando-o de “traidor” e o acusando de fazer um “joguinho psicológico” para desencorajar outros parlamentares a aderirem ao pedido de impeachment. O requerimento, no entanto, alcançou as 41 assinaturas necessárias para ser protocolado, embora a decisão de colocá-lo em votação dependa exclusivamente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Em resposta, Ciro Nogueira usou suas redes sociais para rebater o pastor:
“Pastor Silas, eu não me meto na sua igreja e, se o senhor quiser ser senador e liderar o movimento político que quiser, será muito bem-vindo. Aí então verá que, diferentemente da sua igreja, na democracia não é a vontade de um, mas da maioria.”
A declaração gerou nova reação de Malafaia, que acusou o senador de “preconceito contra um pastor” e o classificou como um “camaleão oportunista” e “apoiador do ditador da toga”, em referência a Moraes.
“Você acaba de dar a prova que, além de ser preconceituoso, demonstra, equivocadamente, que a política é só para quem tem mandato. O poder emana do povo! A liberdade de falar de política é fundamento do Estado Democrático de Direito”, disse o pastor em suas redes.
Ciro diz que impeachment “não tem viabilidade política”
Em entrevista a jornalistas, Ciro Nogueira afirmou que não há votos suficientes no Senado para aprovar o impeachment e que, sem apoio de Davi Alcolumbre, o pedido não tem como avançar.
“Sinceramente, só entro em impeachment quando puder acontecer, como foi o caso da Dilma. O Congresso não tem 54 senadores para aprovar o impeachment”, afirmou.
“Mesmo que houvesse 80 assinaturas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não abriria o processo.”
Apesar do número mínimo de assinaturas para protocolar o pedido, o movimento da oposição agora se concentra em pressionar Alcolumbre para pautar o processo. Até o momento, o presidente do Senado tem resistido, alegando que não submeterá o tema ao plenário mesmo com apoio unânime dos parlamentares.
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