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Coordenador do PT é flagrado em movimentações milionárias com empresa investigada na “Farra do INSS”
Coordenador do PT é flagrado em movimentações milionárias com empresa investigada na “Farra do INSS”
Relatórios do Coaf revelam transferências de R$ 2,6 milhões de empresa suspeita para petista ligado à cúpula do partido; valores também envolveriam ex-contador de Lulinha, investigado por lavar dinheiro para o PCC
Por: Redação
12/11/2025 às 14:09

Foto: Divulgação/PT
O coordenador do Setorial Nacional de Tecnologia e Informação do PT, Ricardo Bimbo, foi citado em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por movimentações financeiras consideradas suspeitas. Os documentos indicam que ele recebeu R$ 2,6 milhões de uma empresa investigada na chamada “Farra do INSS”, esquema que desviou recursos de aposentados e pensionistas.
Segundo a apuração, a empresa ADS Soluções e Marketing, registrada como firma de publicidade, repassou R$ 120 mil à conta pessoal de Bimbo e outros R$ 8,29 milhões à Datacore, companhia de tecnologia da qual ele é sócio. Questionado pelo Metrópoles, o dirigente petista afirmou não se lembrar dos pagamentos nem do serviço prestado para justificar os valores milionários.
Os relatórios financeiros, encaminhados à CPMI do INSS, detalham que as transações ocorreram entre 2023 e 2024, período em que a ADS também teria feito repasses a advogados e ex-dirigentes do INSS.
Em outro ponto sensível do documento, o Coaf identificou que Bimbo pagou R$ 10 mil ao contador João Muniz Leite, investigado por lavagem de dinheiro para o PCC e ex-responsável pelas finanças de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
A defesa do petista e do contador alegou não se lembrar das transações. O caso reforça suspeitas sobre o uso de empresas de fachada e conexões políticas para movimentar recursos públicos desviados.
A ADS, envolvida na “Farra do INSS”, já havia recebido R$ 43 milhões de associações de aposentados e R$ 23 milhões de outras entidades investigadas. Parte do dinheiro teria sido redistribuída para aliados e empresas com vínculos políticos.
As revelações colocam o PT mais uma vez sob pressão, reacendendo o debate sobre a falta de transparência nos negócios ligados ao entorno do partido e à gestão de entidades associadas ao governo.
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