Correios acumulam prejuízo recorde de R$ 7,5 bi sob gestão petista
Rombo supera marcas históricas e já é maior que orçamento de programas sociais inteiros; Senado abre investigação após denúncias
Por: Redação
08/09/2025 às 08:15

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Desde que Fabiano Silva dos Santos, advogado indicado pelo governo Lula, assumiu a presidência dos Correios em 2023, a estatal entrou em sua pior crise financeira em mais de três séculos de existência. O prejuízo acumulado até julho de 2025 já chega a R$ 7,5 bilhões, marca nunca registrada na história de 362 anos da empresa.
O rombo bilionário equivale a quase 20% a mais do que o desvio apurado na Operação Sem Desconto — que investiga fraudes contra aposentados do INSS — e supera, sozinho, o orçamento anual de programas sociais como Farmácia Popular (R$ 4,2 bilhões) e Auxílio Gás (R$ 3,5 bilhões).
A comparação com governos anteriores expõe ainda mais o contraste: no governo Dilma Rousseff (PT), o pior resultado havia sido de R$ 2,1 bilhões em 2015. Já durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL), os Correios fecharam com lucro em três dos quatro anos. Somente em 2022, já sob ajustes feitos por Fabiano, a estatal registrou artificialmente prejuízo.
Crise política e pressão no Senado
Fabiano entregou carta de demissão em julho e deixou o cargo em 6 de agosto, em meio ao desgaste da gestão e ao impasse político envolvendo a sucessão na estatal. O União Brasil, partido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disputa a indicação para o comando da empresa.
Paralelamente, o Senado aprovou a instalação de uma investigação sobre a crise. O relator do requerimento, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontou “gravíssimas denúncias” contra a atual administração. “A investigação irá colaborar com um relatório fidedigno sobre os desvios bilionários e os crimes cometidos dentro dos Correios”, afirmou.
Já o senador Rogério Carvalho (PT-SE), aliado do governo, classificou a aprovação da apuração como “manobra” da oposição.
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