Programa de radares do Dnit tem recursos até o fim deste mês de julho
Contenção orçamentária de R$ 31 bilhões pode comprometer segurança viária em todo o país; mais de 1,6 mil equipamentos estão sob risco de inatividade
Por: Redação
21/07/2025 às 10:00

Foto: Divulgação/PRF
A contenção de R$ 31,3 bilhões no Orçamento de 2025, implementada pelo governo Lula (PT) para cumprir a meta fiscal, pode afetar diretamente a segurança nas estradas brasileiras. Um dos impactos mais graves da medida recai sobre os radares de trânsito operados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsáveis pelo controle de velocidade e aplicação de multas nas rodovias federais.
Ao todo, 21 contratos do Programa Nacional de Controle de Velocidade (PNCV) estão ameaçados em todas as 27 unidades da federação. Do orçamento inicialmente previsto de R$ 364,1 milhões, apenas R$ 43,36 milhões foram efetivamente alocados — um corte de 88%. Se nenhum recurso adicional for liberado, os radares poderão ser desligados a partir de agosto.
A operação dos equipamentos foi mantida até junho com recursos emergenciais. Em julho, o governo liberou mais R$ 10 milhões para prorrogar temporariamente os serviços. No entanto, segundo o próprio Dnit, sem novo repasse, os contratos não poderão ser mantidos.
O órgão afirma estar em articulação com o Ministério dos Transportes e a Casa Civil para buscar uma saída. Em nota, declarou que o programa é “importante para a segurança viária nas rodovias federais”.
Mais de 1,6 mil radares estão ativos em todo o Brasil e, apenas em 2024, arrecadaram cerca de R$ 1 bilhão em multas. Desde 2023, no entanto, os valores passaram a ser utilizados para cobrir despesas administrativas do próprio Dnit — o que restringiu sua aplicação em fiscalização.
Enquanto o governo busca ajustar contas, o risco recai sobre a segurança de milhões de motoristas que dependem da malha rodoviária federal. Críticos afirmam que o corte reflete a falta de prioridade do governo petista em áreas básicas, como fiscalização de trânsito e combate a acidentes.
O Ministério dos Transportes foi procurado pela reportagem, mas não respondeu até o fechamento da matéria.
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