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Crise expõe racha e PL rompe articulação com Ciro Gomes após reação da família Bolsonaro
Crise expõe racha e PL rompe articulação com Ciro Gomes após reação da família Bolsonaro
Decisão confirma força do bolsonarismo dentro do partido e enterra tentativa de aliança improvável com um dos maiores adversários da direita
Por: Redação
03/12/2025 às 07:24

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Partido Liberal (PL) anunciou nesta terça-feira (2) a suspensão da articulação política que buscava aproximar a sigla do ex-governador cearense Ciro Gomes, um dos nomes mais hostis ao bolsonarismo nas últimas eleições. A decisão veio após a reação pública da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que rejeitaram qualquer movimento de aliança com Ciro.
O estopim ocorreu no domingo (30), quando Michelle criticou duramente o deputado André Fernandes (PL-CE), que vinha conduzindo conversas com Ciro para montar um palanque contra o PT no Ceará. A articulação, defendida por parte da bancada cearense, foi vista pela família Bolsonaro como um gesto político inaceitável — especialmente porque Ciro adotou durante anos um discurso agressivo contra o ex-presidente e seus apoiadores.
A tensão escalou rapidamente, levando a direção nacional do PL a suspender as tratativas. A decisão reforça a hegemonia do bolsonarismo dentro da sigla e evidencia que qualquer composição que contrarie a linha ideológica defendida por Bolsonaro e por sua base será imediatamente vetada.
Nos bastidores, dirigentes admitem que a movimentação de André Fernandes contrariou acordos internos e criou desgaste desnecessário, já que Ciro Gomes representa forças políticas historicamente alinhadas à esquerda e à máquina petista no Nordeste.
O rompimento da articulação também deixa clara a disputa em torno da estratégia para 2026: enquanto parte do partido tenta flexibilizar alianças regionais para enfrentar o PT, a ala majoritária — ligada à família Bolsonaro — exige coerência ideológica e firmeza na construção de palanques conservadores.
A crise, porém, deve ter desdobramentos. Integrantes do PL no Ceará pressionam por espaços e resistem à influência crescente de Michelle na condução da política partidária. Já a bancada bolsonarista avalia que o episódio foi necessário para “proteger a identidade do partido” e evitar contradições estratégicas.
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