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Crise na articulação acelera reforma ministerial e leva Lewandowski a antecipar saída do governo Lula
Crise na articulação acelera reforma ministerial e leva Lewandowski a antecipar saída do governo Lula
Ministro da Justiça decide deixar o cargo antes do avanço da PEC da Segurança Pública, enquanto Haddad também prepara despedida da Fazenda
Por: Redação
06/01/2026 às 22:06

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, decidiu antecipar sua saída do governo e deve deixar o cargo ainda nesta semana, dando início, na prática, à reforma ministerial planejada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão ocorre em meio ao enfraquecimento da principal bandeira da gestão de Lewandowski: a PEC da Segurança Pública, cuja tramitação foi adiada para 2026.
Inicialmente, o ministro pretendia permanecer no posto até a aprovação da proposta, que ampliava o papel da União no combate ao crime organizado e reforçava a coordenação federal sobre as políticas de segurança. Com a resistência de governadores, críticas da oposição e sucessivas mudanças no texto, a PEC acabou desidratada e perdeu pontos centrais, levando Lewandowski a reorganizar sua saída do governo.
A saída não será isolada. Um grupo próximo ao ministro também deve deixar o Ministério da Justiça. O secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida, número dois da pasta, é o nome mais cotado para assumir interinamente até a escolha de um novo titular. Já o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, deve permanecer temporariamente para conduzir a transição, ainda sem data definida para sua saída definitiva.
A reforma ministerial, no entanto, vai além da Justiça. No Ministério da Fazenda, Fernando Haddad já comunicou a Lula que pretende deixar o cargo em fevereiro. O motivo, segundo ele, é a intenção de se dedicar à coordenação do projeto de reeleição do presidente, função que considera incompatível com o comando da política econômica. Embora Lula tenha sugerido uma candidatura em São Paulo ou ao Senado, Haddad afirma que não disputará as eleições de 2026.
Com a saída iminente de dois nomes centrais do governo, o Planalto admite que a reforma ministerial será ampla. A expectativa é que cerca de metade dos ministérios sofra mudanças até abril, quando integrantes da Esplanada devem deixar os cargos para disputar as eleições. O próprio Lula avalia, ainda, o desmembramento do Ministério da Justiça, com a criação de uma pasta exclusiva para Segurança Pública — ideia defendida por setores do PT, mas condicionada à aprovação da PEC que, até agora, não avançou.
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