Crise no INSS expõe falhas políticas de Lupi e fragilidade do governo Lula
Ex-ministro da Previdência é acusado de ter protegido ex-presidente do INSS preso por fraudes milionárias
Por: Redação
14/11/2025 às 09:49

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
A revelação do esquema de fraudes no INSS abalou o governo Lula e colocou o ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), no centro das críticas. Integrantes do próprio Palácio do Planalto reconhecem que Lupi cometeu erros políticos graves ao defender publicamente o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, preso pela Polícia Federal na última quinta-feira (13/11) durante a Operação Sem Desconto.
Segundo fontes ligadas ao governo, o principal erro de Lupi foi “bancar” Stefanutto — seu indicado para o comando do Instituto Nacional do Seguro Social — mesmo após surgirem indícios de irregularidades. Durante depoimento à CPMI do INSS, em abril, Lupi afirmou que Stefanutto era “um quadro completamente técnico” e que sua nomeação fora decisão pessoal.
“Eu nomeei o doutor Stefanutto. Por isso, eu assumo todos meus atos. Ninguém indicou, eu escolhi porque vi nele um preparo inicial para que ele desempenhasse um bom trabalho na Previdência Social”, declarou o ex-ministro.
A declaração, vista hoje como um tiro no pé político, acabou fornecendo munição à oposição, que cobra explicações do governo sobre o esquema de corrupção dentro de um dos órgãos mais sensíveis da administração pública.
De acordo com a Polícia Federal, Stefanutto recebia R$ 250 mil por mês em propinas da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), por meio de empresas de fachada, incluindo uma imobiliária e até uma pizzaria. Em planilhas internas, o ex-presidente do INSS era identificado pelo apelido de “Italiano”.
A prisão de Stefanutto e o desgaste de Lupi reforçam o clima de instabilidade dentro do governo Lula, já pressionado por denúncias, disputas internas e uma crescente insatisfação da base aliada no Congresso. O episódio reacende a discussão sobre o aparelhamento político de órgãos públicos e a falta de controle sobre indicações partidárias — prática recorrente em gestões petistas.
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