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Cunhado de Daniel Vorcaro tentou empréstimo de R$ 28 milhões no BRB para comprar imóvel que valia R$ 10,2 milhões
Cunhado de Daniel Vorcaro tentou empréstimo de R$ 28 milhões no BRB para comprar imóvel que valia R$ 10,2 milhões
Operação expõe nova frente das suspeitas envolvendo o Banco Master e revela avaliação inflada em quase 3 vezes o valor real do apartamento
Por: Redação
09/12/2025 às 17:18

Foto: Divulgação
O empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, tentou obter junto ao Banco Regional de Brasília (BRB) um financiamento de R$ 28 milhões para adquirir um imóvel que havia sido vendido um mês antes por apenas R$ 10,2 milhões — valor 2,74 vezes menor que o apresentado no pedido.
A nova informação aprofunda as suspeitas de irregularidades no entorno do Banco Master, de propriedade de Vorcaro, que se tornou alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema de fraudes financeiras envolvendo dirigentes do Master e do BRB.
O financiamento pedido por Zettel tinha como objetivo a compra de um apartamento de 516 m² localizado no edifício Palazzo Montalcino, em Moema (SP), avaliado por ele em R$ 39 milhões. Para viabilizar a operação, Zettel recorreu a um correspondente bancário, a Monetare, o que permite solicitar crédito no BRB sem possuir conta na instituição.
O problema:
O mesmo imóvel havia sido vendido em 6 de outubro por R$ 10,2 milhões;
Antes disso, em 2017, havia sido comprado por R$ 14,2 milhões;
Mesmo considerando valorização imobiliária, não há qualquer parâmetro de mercado que justifique a avaliação de R$ 39 milhões, usada para tentar viabilizar o empréstimo.
A carta de crédito solicitada por Zettel representava 71,8% da avaliação inflada — ou seja, R$ 28 milhões.
O apartamento é ligado ao empresário Cândido Pinheiro Koren de Lima Júnior, herdeiro do grupo Hapvida, que o transferiu entre pessoa física e jurídica, mas mantendo a propriedade.
Na véspera da operação, em 17 de novembro, Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos quando tentava embarcar em um jatinho particular. Solto 12 dias depois com tornozeleira eletrônica, o banqueiro permanece investigado.
A ofensiva da PF também resultou no afastamento do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, revelando a gravidade das suspeitas envolvendo a relação entre o banco público brasiliense e o Master.
Apesar dos sinais de risco, o BRB anunciou em março ter chegado a um acordo para adquirir 58% do Banco Master — operação que acabou barrada pelo Banco Central.
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