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Dallagnol processa Lula e Janja por gastos com iate de luxo durante a COP30

Dallagnol processa Lula e Janja por gastos com iate de luxo durante a COP30

Ex-procurador acusa o presidente e a primeira-dama de desperdiçar dinheiro público, impor sigilo sobre os custos e contrariar o discurso de “simplicidade amazônica”

Por: Redação

20/11/2025 às 09:30

Imagem de Dallagnol processa Lula e Janja por gastos com iate de luxo durante a COP30

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal Deltan Dallagnol entrou na Justiça Federal de Curitiba com uma ação popular contra a União, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Janja, e as empresas responsáveis pela locação do iate de luxo utilizado pelo casal durante a COP30. A ação foi protocolada na terça-feira (19).

Segundo o documento, Lula e Janja se hospedaram no Iana 3, um barco-hotel regional de luxo, ao custo de R$ 5.300 por dia, valor que teria sido mantido sob sigilo pelo governo. Dallagnol afirma que a comitiva presidencial poderia ter utilizado uma embarcação da Marinha, o que reduziria drasticamente os gastos com diárias, combustível e logística.

O ex-procurador, acompanhado do vereador André de Oliveira (Novo-SC), também questiona o alto consumo de diesel do iate e sua elevada emissão de poluentes — uma contradição direta com o discurso ambientalista de Lula durante a conferência.

 

Hipocrisia e sigilo

Em declaração presente na ação, Dallagnol afirma:

“Lula disse que daria ao mundo um exemplo de ‘simplicidade amazônica’, mas como sempre, deu foi um exemplo de hipocrisia: contratou um iate de luxo para ele e Janja e colocou os gastos sob sigilo.”

Para ele, enquanto chefes de Estado, Lula e Janja teriam a responsabilidade de demonstrar austeridade e transparência — exatamente o oposto do que ocorreu na COP30, marcada por reclamações de estrangeiros e brasileiros sobre a falta de estrutura básica em Belém.

 

O que a ação pede

A ação solicita:

  • a divulgação imediata de todos os contratos referentes ao aluguel do iate;
  • a suspensão dos pagamentos às empresas contratadas;
  • o ressarcimento integral dos valores aos cofres públicos;
  • a responsabilização por eventual mau uso de dinheiro público.

 

O Palácio do Planalto se defende

A Presidência informou que chegou a considerar o uso de um barco da Marinha, mas o descartou por “inadequação”, alegando que o Iana 3 teria características mais adequadas para receber o presidente.

O iate possui três andares, 45 metros de comprimento, cabines climatizadas e estrutura luxuosa. Para se deslocar entre Manaus e Belém, consumiria pelo menos 4.000 litros de diesel — um dos combustíveis mais poluentes.

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