Início

/

Notícias

/

Brasil

/

“Dama do Tráfico” deixa prisão após menos de seis meses e Justiça autoriza volta para casa com tornozeleira

“Dama do Tráfico” deixa prisão após menos de seis meses e Justiça autoriza volta para casa com tornozeleira

Condenada a 10 anos por lavar dinheiro para o Comando Vermelho, Luciane Barbosa Farias cumpriu só 177 dias em regime fechado; defesa alegou risco emocional para as filhas

Por: Redação

27/11/2025 às 09:05

Imagem de “Dama do Tráfico” deixa prisão após menos de seis meses e Justiça autoriza volta para casa com tornozeleira

Foto: Reprodução

Luciane Barbosa Farias, conhecida nacionalmente como a “Dama do Tráfico”, deixou a prisão após menos de seis meses detida, apesar de ter sido condenada a 10 anos de reclusão por associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho. Casada com Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas” — apontado como um dos principais líderes da facção no Amazonas — Luciane havia sido capturada em 28 de maio, depois de permanecer foragida por cerca de cinco meses.

Na última sexta-feira (21), a Justiça do Amazonas autorizou que ela voltasse para casa para cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Ao todo, ela passou 177 dias em regime fechado, o equivalente a cinco meses e 24 dias.

A decisão judicial acatou o argumento da defesa de que Luciane precisava retornar ao convívio familiar para cuidar de suas duas filhas, que estariam, segundo laudos apresentados, enfrentando “grave risco emocional e psicológico”. A filha mais velha, de 18 anos, teria histórico de transtornos emocionais, enquanto a mais nova, de 11, vem sendo tratada por ansiedade e depressão.

A mudança de regime foi inicialmente divulgada pela imprensa do Amazonas e confirmada pela defesa da condenada.

A trajetória de Luciane ganhou repercussão nacional em 2023, quando ela participou de reuniões oficiais em Brasília, circulando entre o Ministério da Justiça, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Congresso Nacional. Nas visitas, ela se apresentava como presidente do Instituto Liberdade do Amazonas (ILA), uma ONG supostamente voltada à defesa dos direitos humanos.

Investigações da Polícia Civil do Amazonas, no entanto, apontaram que o instituto era financiado com recursos do Comando Vermelho, servindo como fachada para interesses da facção.

Documentos mostram que Luciane foi recebida ao menos duas vezes no Ministério da Justiça, então comandado por Flávio Dino — hoje ministro do STF. Em uma das agendas, reuniu-se com o secretário de Assuntos Legislativos, Elias Vaz; na outra, foi recebida por Rafael Velasco Brandani, chefe da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) à época.

Ela afirmava que o objetivo de suas visitas era apresentar um dossiê sobre as condições do sistema prisional amazonense. A presença da “Dama do Tráfico” em órgãos de alto escalão do governo federal gerou forte repercussão e questionamentos à época.

Com a nova decisão da Justiça, Luciane cumprirá o restante da pena em casa, monitorada eletronicamente, enquanto segue sendo apontada pelas autoridades como figura de confiança de um dos chefes do Comando Vermelho no estado. O caso reacende o debate sobre flexibilizações judiciais envolvendo líderes e operadores de facções e sobre a atuação de grupos criminosos em espaços institucionais.

Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil

Entre em contato conosco pelo whatsappp

logo

Site dedicado a informar com agilidade e responsabilidade, trazendo os principais acontecimentos locais, regionais e nacionais.

Siga

Rede Comunica Brasil © Copyright 2025

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.