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Damares pede investigação da PGR sobre encontro não registrado entre Lula, Vorcaro e Galípolo
Damares pede investigação da PGR sobre encontro não registrado entre Lula, Vorcaro e Galípolo
Senadora aponta violação à moralidade administrativa e cobra apuração sobre reuniões fora da agenda oficial do Planalto
Por: Redação
30/01/2026 às 07:43

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A senadora Damares Alves protocolou um pedido junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a abertura de investigação sobre um encontro não registrado em agenda oficial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo.
Segundo o requerimento, a reunião teria ocorrido em dezembro de 2024, sem qualquer registro formal nos compromissos oficiais do chefe do Executivo, o que, na avaliação da parlamentar, contraria princípios constitucionais da moralidade, publicidade e transparência administrativa. No documento, Damares classifica o encontro como um “compromisso secreto” e sustenta que a ausência de publicidade impede o controle institucional e social dos atos do governo.
Além do encontro entre Lula, Vorcaro e Galípolo, a senadora também solicita que a PGR investigue a atuação do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski como consultor do Banco Master. O pedido questiona se os serviços de consultoria foram prestados durante o período em que Lewandowski ainda exercia cargo ministerial, o que poderia caracterizar conflito de interesses.
Entre as medidas sugeridas no requerimento, Damares propõe a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos envolvidos, além da adoção de outros procedimentos considerados necessários para o esclarecimento completo dos fatos.
O pedido ocorre em meio ao avanço das investigações sobre o Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central.
A senadora sustenta que, diante da gravidade das suspeitas e do impacto financeiro do caso, é imprescindível assegurar máxima transparência sobre encontros, decisões e articulações que possam ter influenciado a atuação do Estado.
Até o momento, o Palácio do Planalto, o Banco Central e os demais citados não se manifestaram oficialmente sobre o pedido encaminhado à PGR.
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